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28 janeiro 2010

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Agosto foi em janeiro

Publicado por: Luiz Monteiro

Estamos de volta à Johanesburgo depois de um mês de férias. O descanso foi bom, mas com um certo clima de tensão por conta dos tristes episódios que vimos e ouvimos no noticiário. 

Passei o Natal em Brasília, onde morei por 20 anos. Depois fui para o Rio, onde nasci. A ideia era descansar em Angra dos Reis.  Mas os deslizamentos de terra no centro da cidade e na Ilha Grande, que vitimaram mais de 50 pessoas, me fizeram desistir da empreitada. Estradas fechadas e o mau tempo me convenceram a permanecer no Rio. De lá, acompanhei o sofrimento, a dor e o desespero de pessoas que perderam casas e parentes com a força da natureza.

Em 8 de janeiro, separatistas do grupo Forças de Separação do Estado de Cabinda, província angolana, metralharam o ônibus que levava a delegação de Togo para disputar a Copa Africana de Nações. Em pleno século XXI o homem ainda não consegue resolver diferenças por meio do diálogo. Por causa de um grupo de rebeldes, o mundo se perguntou se a primeira Copa do Mundo em continente africano será segura.

Eu respondo que sim. Cabinda fica a 5 horas de voo de Johanesburgo. A situação preocupante naquela região não tem absolutamente nada a ver com a realidade sul-africana. A tentativa que alguns meios de comunicação fizeram de associar o ataque à segurança do mundial irritou Danny Jordan, executivo da Fifa responsável pela Copa na África do Sul.

“Em nosso país não tem guerrilha, grupos separatistas ou terroristas”. É a mais pura verdade. Aos colegas brasileiros que me perguntam se o incidente em Angola representa risco à Copa, eu costumo responder: é como se um jogo no Maracanã estivesse ameaçado por conta de um ataque terrorista das Farc, nas selvas da Colômbia.

Dias depois veio o horror no Haiti. Lembro que ao ouvir o primeiro noticiário sobre o terremoto, pensei que nação alguma merecia viver aquilo. Muito menos o Haiti. Estive em Porto Príncipe em agosto de 2004, cobrindo o “Jogo da Paz”, entre as seleções do Brasil e do Haiti.

Acompanhei o desfile dos jogadores em cima dos carros de combate da ONU pelas ruas da cidade. Presenciei cenas que jamais sairão da minha mente. Milhares de haitianos amontoados ao longo das avenidas vibrando, sorrindo e se emocionando com a presença de craques como Ronaldo, Roberto Carlos e companhia.

Atrás da multidão alegre e feliz, o cenário era de casas paupérrimas, lixo amontoado, ruas esburacadas e esgoto correndo a céu aberto. Mas nada daquilo tirava a vibração de homens, mulheres e crianças que se espremiam para ver a passagem do comboio. Eles erguiam os punhos e gritavam “Brasil”.

Estive dentro do Palácio Presidencial, acompanhando uma cerimônia da qual participou a comitiva brasileira. Agora, tive uma sensação estranha ao ver o Palácio derrubado pelo tremor. É como se, de alguma forma, eu estivesse ainda naquele lugar.

Lembro que o jogo aconteceu no meio da tarde, no modesto estádio de Porto Príncipe. A temperatura passava de 46 graus. Eu acompanhava os lances da partida numa parte da arquibancada que oferecia um pouco de sombra.

Recordo que o jornalista Luiz Carlos Azenha estava ao meu lado. Nossas camisas ensopadas de suor demonstravam o calor infernal que fazia na cidade. Mas o clima de festa contagiava a todos, e o sol contribuía com o evento. Em entrevista, o técnico Zagalo expressou o que eu sentia naquele instante: “É um dia que eu nunca vou esquecer na minha vida”, disse.   

Infelizmente, hoje a situação é oposta. Dor, choro e tristeza são os únicos sentimentos que acompanham os haitianos. Ao acompanhar o excelente trabalho da repórter Heloisa Villela e da equipe da TV Record em Porto Príncipe, fiquei imaginando a dor de milhares de famílias que já viviam em situação extrema, e agora nem imaginam como reconstruirão suas vidas. É como se você estivesse num grande buraco e de repente abrisse uma cratera maior em volta.  

Agora, nos últimos dias, sou surpreendido com uma triste notícia vinda de Brasília: a morte de uma colega, jovem jornalista, com quem trabalhei na TV Justiça. Lanusse Martins, de 27 anos, faleceu durante uma cirurgia de lipoaspiração.

Nosso último contato se deu no dia 22, via e-mail, 3 dias antes de sua morte. Ela me parabenizava pelo nascimento do meu segundo filho, há pouco tempo, e lamentava não termos nos encontrado durante minhas férias para colocarmos a conversa em dia. Vai ficar a lembrança de uma profissional correta, esforçada e batalhadora.

Os romanos deram ao oitavo mês do ano o nome de agosto. Uma homenagem ao Imperador Augusto.  Mas, curiosamente, viviam grandes momentos de insatisfação nesse período. Relatavam a aparição de um dragão que passeava pelo céu cuspindo fogo.

Mais tarde, astrólogos explicaram que o dragão nada mais era do que a Constelação de Leão, no Hemisfério Norte, que nessa época ficava mais visível na região. Até hoje diz a lenda que agosto é o mês do desgosto. Vamos torcer então para que o agosto de 2010 tenha sido em janeiro. E o resto do ano seja tranquilo e abençoado para todos nós.

Veja mais:

+ Jornalista morre após fazer lipoaspiração em Brasília

+ Será possível recuperar e reconstruir Porto Príncipe?

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23 janeiro 2010

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Olhando o Haiti com outro filtro

Publicado por: Heloisa Villela

Foram cinco horas subindo o morro. Passando por cima de corpos, por gente rezando, cantando e queimando as vitimas. Roseana Kipman, mulher do embaixador brasileiro no Haiti, Igor Kipman, não é uma mulher avessa ao trabalho pesado. Não é do tipo salto alto, “não piso na lama”. Foi ela que localizou o corpo da brasileira Zilda Arns quando, conversando com um padre haitiano, descobriu exatamente onde Zilda estava no momento do terremoto.  E orientou o trabalho dos engenheiros.

“Quando apontei a laje certa e pedia a ele para removê-la, logo vi o pé da Zilda. Disse a eles que era o pé dela. Ele me perguntou como eu sabia. Eu sou mulher, conheço o pé de outra mulher”. E ela tinha toda razão.

roseana kipman

Roseana Kipman dá aulas de português aqui no Haiti. Mas ensina muito mais aos brasileiros, que chegam aqui com visões pré-concebidas do país. “Essa historia de que eles estão queimando corpos porque são violentos, esse monte de coisa que estão falando lá no Brasil, não é nada disso… Eles aqui acreditam que quem morre sem uma parte do corpo vai voltar na próxima vida sem aquela parte. Por isso, eles queimam o corpo”.

Pra mim, em particular, ela esclareceu algo que vinha me embatucando desde que botei o pé em Porto Príncipe. Em dez dias de trabalho, entrevistei várias pessoas que perderam tudo, inclusive os parentes. Mães sem filhos, filhos sem pais, etc. E nesses dias todos, vi apenas uma mulher chorar, desesperada.

A embaixatriz esclareceu. Disse que esse aqui é um povo sobrevivente. Que já passou e ainda passa por muitas privações. O índice de mortalidade infantil é muito alto. “Ninguém pode ficar se apegando a uma criança que pode morrer”.  É, como repetiu dona Roseana, uma questão de sobrevivência. Outro exemplo? As pessoas comem, em media, um prato de comida, dia sim, dia não. E os mais fortes são os primeiros a comer. As crianças ficam para o fim. Um homem forte pode salvar uma criança. Mas alimentar a criança que não vai poder salvar a vida de um adulto forte não faria o menor sentido.

E por aí vai. A lista é longa. Olhar o país com um filtro que já veio pronto, no momento de uma tragédia como esta, não vai permitir a ninguém compreender o que se passa, já se passou e ainda vai se passar no Haiti. Falar de violência quando os haitianos retiram mercadorias das lojas que ruíram e que as retroescavadeiras começam a limpar é, no mínimo, um erro de interpretação.

Ao lado dessas lojas, barraquinhas vendem de tudo. As feiras, nas ruas, estão abarrotadas de produtos. Se houvesse violência e vandalismo, todos os vendedores seriam atacados. E nós, obviamente estrangeiros, também. Andei no meio dos chamados saques. Nunca me senti ameaçada. Nunca senti medo de ser assaltada ou tratada com brutalidade. Conheci um povo pacífico, que sorri fácil quando a gente chega perto.

Dona Roseana Kipman não é daquelas otimistas ingênuas. Ela diz que o Haiti já passou por três furacões no ano passado e agora um terremoto. “Que será que vai acontecer no ano que vem?”, ela pergunta. Eu tento uma saída positiva: vai ser ano de reconstrução. Mas ela me corrige: “Vamos ver. Deus é um cara divertido!”.

heloisa e roseana

Veja mais:

+ Governo do Haiti diz que o número de mortos na tragédia pode chegar a 150 mil

+ Para cada mil mortos, somente uma pessoa é resgatada com vida no Haiti

+ Brasil deve dobrar ajuda ao Haiti, segundo Amorim

+ Outras notícias internacionais no R7

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21 janeiro 2010

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A província

Publicado por: Mauro Tagliaferri

Foi impossível não comparar. Enquanto, na televisão, eu via o presidente dos Estados Unidos pedir ao seu governo uma ação “rápida, coordenada e enérgica” no socorro ao Haiti, os sites de notícias daqui publicavam que Portugal iria participar da ajuda humanitária no Caribe “na medida de suas possibilidades”.

E assim foi. Um avião da aeronáutica decolou com mantimentos, equipamentos e uma equipe de trinta pessoas, entre elas alguns “bombeiros canarinhos”, pois se vestem de amarelo (e que, dizem, são especialistas em incêndios florestais, mas não em desabamentos…). Horas mais tarde, a aeronave retornava com um motor avariado. Partiu quase um dia depois, para a missão de salvamento.

Missão que se presumia urgente, mas que teve de se adaptar às “possibilidades” de Portugal.

Não é questão de comparar com os Estados Unidos – que mesmo com toda energia e coordenação demandada por Obama, também estão fazendo um monte de bobagens no Haiti.

O episódio ilustra apenas o quanto as “possibilidades” de Portugal no cenário mundial são pequenas.

Torre de Belém, Portugal

Há quinhentos anos, essa nação simpática e pacífica dava as cartas no tabuleiro planetário. Hoje, quando precisa de uns conselhos, Obama telefona para Lula.

A metrópole virou província.

Um abraço,

Mauro Tagliaferri

Veja mais:

+ Em uma galeria exclusiva, as imagens de destruição no Haiti

+ Portugal tenta criar “cidade de brasileiros”

+ Sobe número de brasileiros mortos no terremoto que abalou o Haiti

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20 janeiro 2010

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Quando a vida vence a morte

Publicado por: Adriana Araújo

Se estivesse trabalhando em Nova York quando a terra tremeu no Haiti, talvez eu estivesse agora ajudando a correspondente Heloisa Villela na cobertura de todo o caos que se instalou naquele país.

E eu gostaria de estar lá. É maluco isso, mas nós, repórteres, temos a crença de que quando tudo está arruinado, quando as notícias parecem infernais, o simples fato de poder dizer ao mundo o que está acontecendo pode, de alguma forma, melhorar as coisas.

No caso do Haiti, mostrar ao mundo a tragédia de um povo extremamente pobre e agora arrasado por um terremoto pode significar mobilização, pode apressar a ajuda ao país e encerrar mais rapidamente as disputas políticas que se instalaram após o tremor.

Quem domina o aeroporto da capital, Porto Príncipe? Quem tem a maior tropa? Quem manda no inferno? Aos diabos!

O que importa agora é que a água chegue. Que a comida chegue. Que os anestésicos cheguem para minar a dor de um país quase amputado de esperanças.

O trabalho da imprensa também será de grande valia quando a comoção mundial com a situação dos haitianos passar. Será preciso mostrar ao mundo que, depois da água e da comida, ainda haverá um país pra ser reerguido praticamente do zero.

Será preciso vasculhar os capítulos da história pra mostrar que qualquer tentativa de reconstrução terá de ser feita com os haitianos e não para os haitianos.

Mas agora é sobre aquela palavrinha mágica, esperança, que eu gostaria de escrever.

Muitos de nós, repórteres, temos a necessidade de encontrar, no meio do caos, esperança.

Mesmo longe do Haiti, substituindo o meu amigo Celso Freitas na bancada do Jornal da Record, tive a oportunidade de escrever sobre haitianos que provavelmente nunca vou conhecer. Mas como torci por eles.

O primeiro ainda é um bebê de apenas 2 anos. Ele foi retirado dos escombros da casa onde vivia 50 horas após o tremor. O menino foi salvo por bombeiros da Bélgica e da Espanha. Tinha ferimentos no rosto e na cabeça.

Um fotógrafo da Associated Press revelou cada emoção deste momento.

É, certamente, uma das imagens mais marcantes do terremoto. O rosto do menino se ilumina, os olhos brilham. Ele enxerga vida quando vê a mãe.

Impossível não se emocionar.

A outra história é a de um casal – Roge e Janet.

Ela, uma bancária.

Ele, um marido de fé.

Roge se plantou diante dos escombros do banco onde a mulher trabalhava. Ficou lá durante 140 horas. Ninguém acreditava que poderia haver vida ali, sob toneladas de concreto.

Mas ele acreditava.

E havia.

Aos gritos, chamou pela mulher até que ela respondeu.

Com uma resistência impressionante, Janet saiu de lá cantando pra avisar a morte que não teve medo.

É… Às vezes isso acontece – a vida vence a morte, o amor vence a dor, a esperança vence a desesperança.

Só às vezes.

Mas nós, repórteres, acreditamos que contando ao mundo estas histórias, quem sabe um dia… Elas virem a grande manchete.

Veja mais:

+ Novo tremor atinge o Haiti

+ Em menos de 24 horas, Brasil cadastra 1.500 voluntários da Saúde ao Haiti

+ Governo “bate cabeça” na captação de ajuda ao Haiti

+ Número de brasileiros mortos no Haiti aumenta para 20, diz ministério

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20 janeiro 2010

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Novo tremor atinge Haiti nesta quarta-feira

Publicado por: Heloisa Villela

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17 janeiro 2010

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Será possível recuperar e reconstruir Porto Príncipe?

Publicado por: Heloisa Villela

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Pobreza e miséria, agora, agravados pela tragédia. Nao sei nem mais que palavras usar para descrever o que acontece, no que se transformou a capital do Haiti. Um amontoado de escombros, de gente perdida, de desesperança.

O aeroporto da capital, Porto Príncipe, fechou logo depois do terremoto. Todos os voos comerciais foram cancelados. A imprensa mundial se instalou aqui e está literalmente acampada no gramado, instalada na pista, improvisando “escritórios” no prédio onde fica o centro de controle dos voos.

De sexta para sábado, as Forças Armadas dos Estados Unidos tomaram conta de tudo e deram uma certa ordem ao lugar. Coincidência ou não, surgiu até sinal de internet sem fio.

Para chegar aqui, voamos para Santiago, na República Dominicana, para completar a viagem de carro.  Foram sete longas horas, com direito a pneu furado, estradas esburacadas e sem asfalto. Mas tudo certo. Entramos no Haiti sem problemas (depois de enfretar a burocracia da fronteira). E os sinais do terremoto surgiram apenas na entrada de Porto Príncipe.

Estrada rachada, casas tombadas, prédios destruídos. Mas era apenas o começo.

Dentro da cidade, a realidade é de embrulhar o estômago e cortar o coração. Gente andando pra lá e pra cá, com malas, cestas, tinas cheias de coisas. Aparentemente, levando o que sobrou, quem sabe para onde.

Porto Príncipe é uma cidade de quase 3 milhões de habitantes, que cresceu rapidamente e de forma desordenada, com a migração interna. O modelo econômico que promoveu as chamadas sweatshops  (fábricas onde são fabricadas roupas de grifes, vendidas em Nova York e Miami) e acabou com a agricultura tem consequências visíveis e devastadoras.

Sem atividade econômica no interior, o povo tenta a vida na cidade. Se instala em favelas, vai construindo barracos como pode. Mas isso não explica tudo o que está acontecendo. O governo haitiano estima que 70% da cidade se foi com o tremor. Vimos casas grandes, nos bairros ricos, totalmente destruídas também. O tremor foi violento. Mas o padrão de construção, aqui, é inaceitável para uma cidade situada sobre uma falha tectônica. Combinação fatal.

Agora, olhando as ruas e o que restou, eu me pergunto: como recuperar e reconstruir Porto Príncipe? Será possível? E essa gente que está dormindo nas ruas (é muita gente!), o que vai fazer? Quanto tempo eles podem sobreviver nessa situação?

Quem tem parentes em outras vilas e cidades, e tinha algum dinheiro para embarcar em ônibus apinhados, fugiu. Mas e os que não têm nem como sair daqui? Para onde vão?

No sábado, começamos a perceber a presença de equipes de resgate e limpeza de vários países, trabalhando com escavadeiras, em diferentes pontos da cidade, o que não se via muito nos primeiros dias. Mas agora essa ajuda internacional já é visível.  O que ainda não se vê quase é a distribuição de comida. Vai ser preciso correr com isso para evitar que a tensão, o trauma e o estresse acumulados não explodam.

Agora, vamos correr atrás de gasolina para continuar trabalhando. Os postos estão fechados. Os donos dizem que não têm o combustível, que aqui custava, em média, cerca de CR$ 7,00 por galao (3,5 litros). Diante de um posto de gasolina, fora da cidade, um funcionário do posto mesmo nos vendeu o combustível, armazenado em tanques, pelo dobro do preço.

Mas a equipe de uma tevê japonesa já pagou mais do que isso. E quem tem como estocar, está comprando tudo que pode. Até quando vamos poder circular por aqui?

 Haiti

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Veja mais:

+ Brasil deve concentrar em 2010 os R$ 25 milhões do dinheiro de cooperação internacional para o Haiti

+ Do Haiti, por telefone

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16 janeiro 2010

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Direto do Haiti, por telefone

Publicado por: Heloisa Villela

Heloisa Villela

A repórter Heloisa Villela falou por telefone com a redação do R7 e pediu que publicássemos aqui no Blog dos Correspondentes as impressões dela sobre a situação atual de Porto Príncipe.

Como a comunicação está difícil, ela avisou que vai escrever direto no blog, assim que possível, para contar aos internautas tudo sobre os estragos que essa catástrofe causou no Haiti.

Heloísa Villela, por telefone:

“Porto Príncipe hoje vive uma triste realidade. Pelas condições em que se encontra, dá para prever que ela vai se tornar uma cidade muito violenta. Tem muita gente vivendo nas ruas. No bairro Carrefour, um dos mais afetados, não há eletricidade e as ruas estão ficando lotadas. No final do dia, você vê as pessoas colocando lençóis no chão para dormir.

As ruas com duas vias são interditadas pela população, que acabam utilizando uma delas para dormir. Isso está dificultando a passagem dos carros, gerando ainda mais confusão. Tem brasileiro e americano com tanques querendo trabalhar e não conseguem. Há superlotação nos postos de gasolina, um verdadeiro caos.”

Veja mais:

+ Brasileiros voltam do Haiti e reencontram familiares

+ Heloisa Villela descreve situação de Porto Príncipe depois do terremoto no Haiti

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31 dezembro 2009

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Adeus década velha…

Publicado por: Mauro Tagliaferri

Lisboa, 31 de dezembro de 2009

O jornal português “Público”, talvez o mais equilibrado da imprensa lusitana, traz na edição desta quinta-feira (31) uma coleção de palavras, nomes e expressões que surgiram, consolidaram-se ou marcaram a década que hoje se encerra.

Como, neste tipo de ocasião, vira moda fazer listas de tudo e todos, selecionei as palavras que considero as mais significativas dos anos 2000. Também incluí algumas que não encontrei na relação do periódico.

Se você esteve vivo e alerta nos últimos dez anos, diga o que acha deste ranking.

Afeganistão

Al-Qaeda

Aquecimento global

Blog

Bolt (Usain)

Brasil

Bush (George W.)

Células estaminais

Chávez (Hugo)

China

Crise

Deus

Download

Emergentes

Euro

Facebook

Genoma

Globalização

Google

Gripe

Inclusão (digital, social)

iPod

Irã

Iraque

Lula (da Silva)

Obama (Barack)

Onze de setembro

Phelps (Michael)

Putin (Vladimir)

Ronaldo (Fenômeno, Gaúcho, Cristiano…)

Tabaco

Terrorismo

Tsunami

TV digital

Wikipedia

YouTube

 Um abraço e Feliz 2010!

Veja mais:

+ Mundo comemora a chegada de 2010
+ Confira os fatos que marcaram 2009 no Brasil e no mundo
+ Todos os blogueiros do R7

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31 dezembro 2009

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Leio vocês!

Publicado por: Adriana Araújo

Às vezes com um certo atraso, é verdade. Mas sempre que acho uma brecha, entre uma reportagem e outra, leio cada comentário que é deixado aqui, no blog dos Correspondentes.

Li cada opinião, sugestão,  crítica e todas as frases carinhosas. Fico morrendo de vontade de responder a cada  internauta que navega pelos meus textos. Mas, infelizmente, o tempo é curto.

Neste último post do ano, queria apenas agradecer o carinho e a torcida enorme de todos vocês pelo sucesso do meu trabalho. Esse é o melhor prêmio de jornalismo que existe. Frases como “gostei da sua reportagem”, “admiro seu trabalho”  ou simplesmente “parabéns” deixam essa repórter um pouquinho vaidosa e imensamente grata.

Um 2010 maravilhoso, cheio de energia, saúde, amor e muitas conquistas para todos nós.

FOTOS NEVE 022

Um beijo Brasil,

Adriana Araújo

Veja mais:

+ Leia outros textos de Adriana Araújo no Blog dos Correspondentes, do R7

+ Saiba o que aconteceu de mais importante em 2009 na Retrospectiva do R7

+ Confira a íntegra do bate-papo de Adriana Araújo no R7 em 2009

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28 dezembro 2009

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Será que vai pegar?

Publicado por: Heloisa Villela

A fila era longa dentro do corredor, antes de entrar na porta do avião da United, no voo que saiu do Rio rumo a Washington, no domingo à noite.

Chegando mais perto, entendi… A bagagem de mão de todos os passageiros estava sendo vistoriada, apesar de todos já terem passado pela segurança, na entrada do terminal. E os sapatos também foram rigorosamentes inspecionados, por dentro e por fora, por funcionários que, sorte deles, usavam luvas. “Novidade?”, perguntei a uma das mulheres que faziam a revista nas passageiras do sexo feminino. “‘Desde ontem, por causa do que aconteceu em Detroit”.

E não parou por aí. As novas normas de seguranca, impostas pelas autoridades dos Estados Unidos, exigem que todos os passageiros permaneçam sentados na última hora de voo, não importa se estejam com algum problema digestivo ou diurético. Nada de banheiro. Sem exceções. E o cobertor que a companhia aérea fornece para o voo deve ficar no chão. Nenhum objeto, cobertor ou travesseiro pode ficar no colo dos passageiros nessa última hora. Deve ser uma hora muito complicada… Segundo a aeromoca, “é o momento em que estamos mais vulneráveis!”.

Mas se é perigoso na hora da chegada, também deve ser na decolagem. Ou será que funciona apenas nas aterrisagens em solo americano? Imagino que sim. Só sei dizer que a equipe de bordo, no voo que peguei, se desculpava a toda hora. E pedia a compreensão de todos para a novidade. A paranoia com a seguranca já inaugurou um novo procedimento, antes da virada do ano.

Será que vai pegar, ou será uma daquelas que no comeco, todo mundo leva a sério, e depois, esquece?

Veja mais:

+ Passageiro é detido no Estados Unidos, após ficar muito tempo no banheiro do avião

+ Obama ordena revisão de procedimentos de segurança, após atentado em avião

+ Reveja os fatos mais marcantes do ano na retrospectiva do R7

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