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9 fevereiro 2010 às 06:00

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Para Globo, ‘excesso de ousadia’ derruba ibope das 19h

Grazi Massafera, vilã de Tempos Modernos, novela das sete da Globo (Foto: Divulgação)

Grazi Massafera, vilã de Tempos Modernos, novela das sete da Globo (Foto: Divulgação)

Setores da cúpula da Globo já encontraram uma resposta para a baixa audiência da atual novela das sete da emissora, Tempos Modernos: foi “excesso de ousadia”. Para essa ala de executivos, a emissora errou ao combinar em uma única produção um autor estreante (Bosco Brasil), um diretor-geral emergente (José Luiz Villamarim) e um supervisor de texto “ausente” (Aguinaldo Silva).

Esse grupo de executivos considera, no entanto, que boa parte da “culpa” pelo insucesso de Tempos Modernos está também no crescimento do poder aquisitivo da população e no horário de verão. Pesquisas feitas pela Globo confirmam mudanças nos hábitos de consumo de televisão. A “poderosa” classe C, com mais dinheiro no bolso, tem passado mais tempo em shoppings centers e menos na frente do televisor.

Tempos Modernos tem a menor média de audiência na Grande São Paulo em todos os tempos. Na semana passada, marcou 20 pontos. Sua audiência caiu dia após dia. Começou a semana com 24 pontos e terminou com 16,5. Em quatro dos seis dias em que foi exibida, deu menos ibope do que a trama das seis, Cama de Gato.

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9 fevereiro 2010 às 05:58

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Christiane Pelajo entra na bancada do Jornal Nacional

Christiane Pelajo na apresentação do JN do último sábado

Christiane Pelajo na apresentação do JN do último sábado

A jornalista Christiane Pelajo é a mais nova integrante do “clube” dos apresentadores eventuais do Jornal Nacional. Ela estreou na bancada do telejornal, sem alarde, no último sábado, ao lado de Chico Pinheiro.

Christiane irá agora dar plantões aos sábados no JN. Ela e Evaristo Costa eram os únicos apresentadores de jornais de rede que não faziam parte do rodízio de substitutos de William Bonner e Fátima Bernardes.

Ninguém saiu dos plantões do JN para dar lugar a Pelajo, titular do Jornal da Globo.

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8 fevereiro 2010 às 01:13

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Robinho decepciona no Ibope; veja as audiências do domingo

O Programa Silvio Santos venceu o Programa do Gugu e A Fazenda

O Programa Silvio Santos venceu o Programa do Gugu e A Fazenda

Atualizado às 14h13

(com audiências consolidadas)

A reestreia de Robinho no Santos foi decisiva para a vitória do time da Vila Belmiro sobre o São Paulo, mas praticamente não causou impacto no Ibope. Band e Globo ganharam, cada uma, um ponto após a entrada do jogador em campo. Mas, 20 minutos depois, já tinham perdido o ponto conquistado.

À Globo, o jogo rendeu 17,7 pontos de média, segundo dados preliminares, menos do que Corinthians x Palmeiras, domingo passado (22 pontos). À Band, a partida acrescentou média de 7,4 pontos (domingo passado, a emissora marcou 8,8).

Em um domingo de disputas equilibradas e de número de televisores ligados menor do que o habitual, o Programa Silvio Santos voltou a vencer Programa do Gugu na Grande São Paulo. E deixou para trás também o reality show A Fazenda (10,1 a 8,4, das 23h16 às 23h53), em reta final.

Gugu até que começou bem, com o novo quadro em que cachorros atravessam um túnel cenográfico, mas perdeu público com o Sonhando Mais Um Sonho. Ao final, teve 9,2 pontos de média, contra 10,4 do SBT e 20,2 da Globo. Domingo passado, o apresentador interrompeu uma série de derrotas (e um empate) para o ex-patrão.

Na Globo, Big Brother Brasil, com eliminação extra, marcou 23 pontos e foi a maior audiência do dia, superando o Fantástico (20,4).

A seguir, as audiências preliminares do domingo (as consolidadas estão entre parênteses):

GLOBO

Domingão do Faustão (1ª parte, das 14h58 às 16h47)

Globo: 10,5 (consolidada: 11);

SBT: 7,7;

Record: 7,4;

Domingão do Faustão (2ª parte,  das 19h02 às 20h45)

Globo: 15,2 (consolidada: 15,4);

Record: 10,8;

SBT: 7,5;

São Paulo x Santos (transmissão completa, das 16h48 às 19h01)

Globo: 17,7 (consolidada: 17,7);

Band: 7,4;

SBT: 6,6;

Record: 6,4;

Fantástico (das 20h46 às 23h11)

Globo: 20,4 (consolidada: 20,8);

SBT: 10,5;

Record: 9,1;

Rede TV!: 7,0;

Big Brother Brasil (das 23h12 à 0h14)

Globo: 23,4 (consolidada: 24,1);

Record: 8,9;

SBT: 8,8;

RECORD

Tudo É Possível (das 12h53 às 17h05)

Globo: 10,8;

SBT: 7,7;

Record: 6,7 (consolidada: 7,0);

Domingo Espetacular (das 17h06 às 20h30)

Globo: 17,0;

Record: 8,3 (consolidada: 8,2);

SBT: 6,8;

Programa do Gugu (das 20h31 às 23h15)

Globo: 20,2;

SBT: 10,4;

Record: 9,2 (consolidada: 9,2);

Rede TV!: 6,4;

A Fazenda (das 23h16 à 0h37)

Globo: 21,2;

Record: 9,5 (consolidada: 9,9);

SBT: 7,9;

SBT

Domingo Legal (das 11h às 14h54)

Globo: 10,7;

SBT: 6,4 (consolidada: 6,3);

Record: 5,7;

Eliana (das 14h55 às 18h53)

Globo: 14,3;

SBT: 7,2 (consolidada: 7,7);

Record: 6,9;

Programa Silvio Santos (das 19h43 às 23h53)

Globo: 19,6;

SBT: 9,9 (consolidada: 10,4);

Record: 9,5;

REDE TV!

Pânico na TV (das 21h05 às 23h08)

Globo: 20,4;

SBT: 10,7;

Record: 8,9;

Rede TV!: 7,7.

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6 fevereiro 2010 às 20:50

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Artista da Globo, Roberto Carlos dá entrevista para o SBT

A repórter Isabele Benito entrevista Roberto Carlos em transatlântico (Foto: Reprodução/Blog de Luiz Bacci)

A repórter Isabele Benito entrevista Roberto Carlos em transatlântico (Foto: Reprodução/Blog de Luiz Bacci)

Artista exclusivo da Globo, o cantor Roberto Carlos deu entrevista ao SBT. Uma parte do material já foi ao ar na noite deste sábado, no SBT Brasil. O telejornal apresentou uma reportagem de dois minutos sobre os cruzeiros que Roberto Carlos promove há seis anos. A rede mostrou o “novo visual” do “rei” (ele está com os cabelos mais curtos) e breves declarações do artista.

Se não houver veto por parte da Globo, a entrevista será exibida na íntegra pelo SBT Rio na próxima segunda-feira. O telejornal local trava acirrada disputa pela audiência com a Record e eventualmente incomoda a Globo.

A entrevista foi feita sexta-feira à noite, em alto-mar. A equipe do SBT era a única de grande rede de TV que conseguiu credenciamento para acompanhar o cruzeiro de Roberto Carlos. O cantor concedeu uma entrevista coletiva no navio, mas repórteres de televisão não puderam fazer perguntas. A repórter Isabele Benito, do SBT Rio, negociou então com o empresário e com a assessora de imprensa de Roberto Carlos. Conseguiu a entrevista, mas com o limite de cinco perguntas. A conversa durou menos de dez minutos. O “rei” falou para ela que, “no momento”, seu coração está sem uma “rainha”.

Em novembro, Roberto Carlos concedeu uma entrevista exclusiva a Adriane Galisteu. Mas a Globo não autorizou a exibição pela Band.

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6 fevereiro 2010 às 06:00

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Seminário sobre Avatar mobiliza estrelas da Globo

William Bonner com Maurício Motta e e Jeff Gomez (centro), responsável pela transmídia de Avatar (Foto: Divulgação/TV Globo)

William Bonner com Maurício Motta e e Jeff Gomez (centro), responsável pela transmídia de Avatar (Foto: Divulgação/TV Globo)

Um workshop sobre os impactos das novas tecnologias na produção de televisão, cujo “gancho” era o filme Avatar, mobilizou ontem alguns dos principais nomes da Globo. William Bonner (apresentador e editor do JN), Claudio Manoel (ator e roteirista do Casseta & Planeta) e Manoel Martins (diretor-geral de entretenimento) lideraram o time de cerca de 300 profissionais da emissora que foram ao Projac assistir a uma palestra de Jeff Gomez, especialista em transmídia.

O evento ocupou um estúdio de novelas, onde foi montado um cenário que remetia a Avatar, inclusive com imagens do principal personagem. A referência ao blockbuster se justificava porque Jeff Gomez trabalhou no projeto de transmídia do filme. Mas ele falou muito pouco sobre seu trabalho no longa, o que levou alguns dos privilegiados ouvintes da palestra a concluir que Gomez estava guardando segredos, que a saga criada pelo diretor James Cameron não encerra no longa em cartaz ou sua provável continuação. Ou seja, que terá, em breve, desdobramentos em outras mídias.

O casseta Claudio Manoel no workshop da Globo

O casseta Claudio Manoel no workshop da Globo

Transmídia é um conceito novo do mundo do entretenimento. É uma evolução do cross-mídia, quando um produto feito originalmente para uma mídia (um filme, por exemplo, para cinema) é reproduzido na televisão e em DVD. É mais também do que a Globo faz com Big Brother Brasil, que gera produtos para TV aberta, TV paga e internet. Transmídia, de acordo com a palestra de Gomez, é a criação de histórias paralelas ou complementares para várias mídias, mas sempre dentro do universo do produto original ou principal. Como, por exemplo, jogos e aplicativos para internet em torno de Avatar.

A Globo “transmitiu” a palestra de Jeff Gomez no Twitter e em um blog no site da emissora.

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5 fevereiro 2010 às 19:29

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Pagando pra ver reprise de Melhor É Impossível

Cena de Melhor É Impossível, em reprise no Studio Universal e no Warner Channel

Cena de Melhor É Impossível, em reprise no Studio Universal e no Warner Channel

Já programou seu final de semana? Não? Vai ficar de bobeira em casa? Pois saiba que os programadores dos canais pagos pensaram nisso e fazem questão que você assista ao filme Melhor É Impossível, de 1997, em que Jack Nicholson interpreta um escritor grosseirão.

O longa será exibido simultaneamente hoje, a partir das 21h, no Warner Channel e no recém lançado Studio Universal. Ah, você vai sair para uma baladinha? Pois os canais também pensaram nisso. Se você voltar cedo, tem sessão no Warner às 2h da madrugada desta sexta para sábado. Para quem chegar muito tarde, ou acordar cedo, o Studio Universal reprisará o filme às 8h e às 12h30 de amanhã.

OK, não deu pra concilar com sua agenda? Pois os canais fazem também consideraram essa hipótese. Melhor É Impossível estará novamente na grade do Studio Universal no domingo, às 11h30, e na segunda, às 12h e às 16h30.

(Com Hakeito Almeida)

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5 fevereiro 2010 às 06:00

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Sucesso na internet, Lost tem audiência baixa na TV paga

Elenco de House, a série mais vista na TV paga em 2009

Elenco de House, a série mais vista na TV paga em 2009

Uma das séries mais comentadas na internet (e fora dela também), Lost tem um desempenho tímido no Ibope da TV paga brasileira. Com média de 7.747 telespectadores por episódio, o programa não aparece entre os 30 seriados mais vistos no ano passado. Está atrás até de produtos já exibidos pela TV aberta, como Os Normais, da Globo, reapresentado pelo GNT.

O motivo do modesto desempenho de Lost pode estar justamente na internet. A série é provavelmente o programa mais baixado da web. Cada um de seus episódios tem mais de 60 mil downloads de legendas em português apenas no site Legendas.TV.

A concorrência com a internet fez o canal AXN mudar seu esquema de exibição. No ano passado, a quinta temporada de Lost passou aqui cinco meses depois dos Estados Unidos. Agora será diferente. A sexta temporada de Lost estreia no AXN na próxima terça, apenas uma semana após a apresentação nos EUA. O objetivo é capturar o telespectador que não tem paciência para esperar muito tempo para acompanhar o desdobramento da intrigante trama do seriado.

Ranking dos seriados mais vistos em 2009, obtido com exclusividade pelo R7, traz na liderança House, com 31.633 telespectadores por episódio, seguida por ER, Law & Order, Monk e Fringe (veja quadro).

audienciaSeriadosO ranking considera apenas os telespectadores com mais de 18 anos (que é o padrão usado pelas programadoras de canais pagos para venderem seus programas no mercado publicitário). Os números são a média de todas as exibições de cada seriado durante todo o ano. Ou seja, considera reprises em horários alternativos e reapresentações de temporadas anteriores. Esses fatores favorecem House, série com uma audiência mais “adulta”, e prejudica Lost, que atrai adolescentes.

Procurado pelo blog, o canal AXN, via assessoria de imprensa, formulou as observações que seguem nos próximos parágrafos. O canal aponta “distorções” no ranking, mas não contesta seus resultados nem apresenta alternativas:

“As séries exibidas em Pay-TV são apresentadas por temporadas, normalmente uma por ano. Portanto, avaliar a média de um ano inteiro traz com certeza a temporada inédita e reprises de anos anteriores. Não traduz o desempenho da temporada atual. O ideal seria isolar apenas o período de exibição dos episódios inéditos de todas as séries e assim comparar seus desempenhos.

Para cada temporada inédita de série de Pay-TV pode existir um período diferente: algumas podem durar três meses, outras dois meses, outras quatro meses. Isso dentro da média de um ano inteiro. Sendo assim, deveria ter pesos diferentes, mas não tem! Com certeza, o ranking apresenta distorções.

Algumas séries têm um público mais específico, como mulheres, ou homens mais velhos. Comparar todas juntas pode ser “injusto”.

Os rankings do Ibope devem ser lidos com cautela e critérios: a nomenclatura dos programas de Pay-TV considera vários horários de reprise, além do horário principal/inédito, e muitas vezes esses horários são alterados e podem apresentar quantidade de exibições bem diferentes, o que pode distorcer mais uma vez os números.”

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4 fevereiro 2010 às 14:31

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BBB terá eliminação domingo e ‘guerra’ entre casas

O diretor-geral de BBB, JB Oliveira, o Boninho, resolveu abrir sua caixa de surpresas antes do Carnaval: haverá uma eliminação no próximo domingo e uma situação de “guerra” entre as duas casas do confinamento para a formação do paredão de terça-feira.

A primeira novidade da semana é que o líder, a ser conhecido hoje à noite, não dará imunidade à sua tribo. Amanhã, será formado um paredão triplo. O líder escolhe um participante, e os dois mais votados pela casa no confessionário completam o paredão. Os participantes serão pegos de surpresa. Apenas meia hora antes de o programa começar serão avisados de que têm de ir para a sala.

No domingo, após a eliminação, haverá nova prova de líder e formação de paredão triplo. Um emparedado sai do voto do líder. Os outros dois serão indicados pelas duas casas. Os moradores da casa principal se reúnem e escolhem um participante do “puxadinho”. E vice-versa.

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4 fevereiro 2010 às 12:24

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Operação de Risco só serve para promover polícia de Serra

Polícia prende suposto traficante em Operação de Risco (Reprodução da TV)

Polícia prende suposto traficante em Operação de Risco (Reprodução da TV)

Justamente na semana em que foram divulgados dados mostrando que, após dez anos, a taxa de homicídios no Estado de São Paulo voltou a subir, estreou na Rede TV! um pseudo-reality show chamado Operação de Risco.

O primeiro episódio, na última segunda-feira, prometeu mostrar que a polícia paulista tem “estratégia”, está em constante “guerra contra as drogas” e sempre pronta para “dar fim à quadrilhas”, “desmontar facções criminosas” e “combater a pirataria”. Uau! Deu até vontade de sair às ruas com um Rolex no pulso e um laptop na mão.

Carro e distintivo de grupo da polícia reforçam o caráter promocional de Operação de Risco (Reprodução da TV)

Carro e distintivo de grupo da polícia reforçam o caráter promocional de Operação de Risco (Reprodução da TV)

O programa não faz a mínima questão de mostrar algum senso crítico ou de esconder que não passa de um grande comercial das Polícia Civil e Militar de São Paulo – um comercial com 25 minutos de duração. Tanto que é apresentado por um delegado.

Os propósitos da exibição de Operação de Risco ficaram ainda mais claros na edição do Superpop que o sucedeu. Sob o pretexto de discutir os bastidores das operações policiais, Luciana Gimenez recebeu o número um da Polícia Civil (o delegado-geral), o comandante da Polícia Militar, o secretário de Segurança Pública e, por fim, o “nosso querido governador José Serra”, nas palavras da apresentadora. Na plateia, só havia policiais – ou “só homem fardado”, de acordo com Luciana. O que se viu foi mais promoção à fantástica Segurança Pública paulista. Constrangimento? Nem quando a apresentadora perguntava se as autoridades tinham gostado do novo cenário do Superpop.

Delegado narra operação de combate ao tráfico em favelas de SP (Reprodução da TV)

Delegado narra operação de combate ao tráfico em favelas de SP (Reprodução da TV)

Operação de Risco, na verdade, é um programa produzido originalmente para a Globo. Em 2008, a emissora encomendou e pagou a uma produtora independente paulista por 13 episódios. O programa iria se chamar Força-Tarefa e seria exibido às quintas, após o seriado que vem logo após A Grande Família. O bom-senso levou a Globo a devolver o material e dar destino mais nobre ao título Força-Tarefa – um seriado policial.

Não foi à toa que a Globo se negou a exibi-lo. O programa é muito ruim. Em 2008, executivos da Globo expuseram dois argumentos para reprovar o programa: o material era muito chapa-branca e, por mais que seus profissionais tenham tentado (até um rapper fez piloto como apresentador, em um esforço de contrapor o conteúdo pró-polícia), não conseguiram dar a ele um formato que escapasse do infomercial com linguagem de Aqui Agora (a câmera “nervosa”, do cinegrafista que pega carona em carro de polícia e que corre atrás do policial, que por sua vez,  corre atrás do suposto bandido).

Após Operação de Risco, José Serra foi ao Superpop falar do trabalho da polícia (Reprodução da TV)

Após Operação de Risco, José Serra foi ao Superpop falar do trabalho da polícia (Reprodução da TV)

Pode-se argumentar que Operação de Risco tem alguma utilidade ao mostrar bastidores de operações policiais. OK, mas o problema é que as operações mostradas na estreia foram de relevância zero. A principal era uma ação de um grupo de elite da Polícia Civil contra traficantes em favelas da zona sul de São Paulo, narrada pelo delegado que a comandava. O programa vendeu a operação como uma “guerra contra as drogas”. Bobagem. Os policiais não prenderam um único traficante importante. Só pegaram “aviões” (adolescentes que servem de elo entre o usuário e o fornecedor de drogas) e supostos “noias” (dependentes que ficam rondando a “boca”). Enfim, Operação de Risco só tem uma utilidade. A de promover a polícia de José Serra neste ano de eleições, mostrando a instituição como eficiente e enérgica, mas sem a truculência que muitos conhecem.

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3 fevereiro 2010 às 06:00

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Band compra pacote de séries da Fox e terá Modern Family

Elenco de Modern Family, série da Fox inédita na TV paga que a Band comprou

Elenco de Modern Family, série da Fox inédita na TV paga que a Band comprou

A Band fechou com a Fox na semana passada a aquisição de um pacote de seriados top de linha. A emissora terá a nova Modern Family, Bones, Burn Notice e The Unit (no Brasil também conhecida como The Unit – Tropa de Elite).

A negociação foi finalizada durante a Natpe 2010, em Las Vegas, uma das maiores feiras de televisão do mundo. A Band vai criar uma faixa de seriados no horário nobre, a partir de maio, assim como já fizeram SBT e Record. A rede já havia adquirido títulos como The Sopranos (HBO) e as infanto-juvenis Zoey 101 e Ned’s Declassified School Survival Guide.

A aquisição mais surpreendente é a de Modern Family, ainda inédita na TV paga brasileira. A série, no ar nos EUA desde setembro pela ABC, segue a rotina de três famílias contemporâneas: uma tradicional e conservadora, uma em que o homem é casado com uma mulher bem mais jovem e uma formada por dois homens (gays) e um bebê vietnamita adotado por eles. O seriado se enquadra em um novo formato, chamado de “mock-documentary” e “mockumentary”. Enfim, é um falso documentário.

Série sobre investigações policiais a partir de ossos, Bones já pertenceu à Globo, que só a exibiu nas madrugadas, como tapa-buraco de programação (a Globo tem prioridade para comprar todos os produtos da Fox). A Band adquiriu suas duas primeiras temporadas. De Burn Notice, sobre um espião demitido, também comprou duas. As demais séries, por enquanto, só terão uma temporada na Band.

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