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3 fevereiro 2010

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Chique no “úrtimo”: Virei tema de música!

Oi, meus amores. Estou aqui mais uma vez, mas agora para contar que eu virei tema de música. Isso mesmo! Se existe uma coisa importante em minha vida, essa coisa é você, gente como eu, que vai aprendendo as coisas belas e simples da vida.

Tem muita gente da TV que engana os fãs, aliás, gosta deles bem longe. Eu não. Podem chegar mais, porque tudo que tenho devo ao carinho de todos vocês e sei retribuir essa gratidão desde a época em que era repórter policial lá no interior. Ôh saudade dessa época de rádio, foram 17 anos como radialista policial.

Cada fã reage de um jeito, alguns deixam o carinho explodir coração afora. É o caso do Ailton Melo, lá de Natal-RN, que fez uma música em minha homenagem. Ailton é um dos milhões que me assistem desde a época do Balanço Geral, quando eu o apresentava aqui em São Paulo. Se tem um cara que o povo para nas ruas, grita e conversa, esse cara sou eu. Recebo o carinho por onde passo, desde quando entro no mercado, até com os guardadores de carros nas ruas.

As palavras de carinho, as histórias que o povo quer me contar, os recados no mural do meu site, as lindas palavras escritas aqui no blog… Como já disse em outras oportunidades, eu leio todas, ouviram? Todas!

Estou ainda de férias, me preparando para este novo programa que a Rede Record me deu de presente, e estou super feliz por estar de volta. Na semana passada, enquanto lia as mensagens do meu blog, eis a surpresa: uma música feita especialmente para mim e por um brasileiro como eu, gente como nós, e fã número um da Record.

Ailton gravou com a ajuda da família e fez um vídeo simples no qual canta a música que fez para o Geraldo Luís. Escreveu a letra depois de ler e descobrir minha história de vida, dentro e fora da televisão. Ele soltou a voz com a letra que conta a minha vida, e agora eu coloco aqui para o Brasil inteiro ver.

Como amo as coisas simples e verdadeiras da vida, divido aqui com vocês essa emoção que me fez feliz ao saber que tem gente de coração como vocês, pessoas que gostam de mim e do meu trabalho. Cheguei até aqui sem pisar na cabeça de ninguém, todo meu trabalho aqui na Record sempre foi limpo. Não humilhei nem precisei gritar com nenhuma pessoa, e todos sabem disto, por isto estou aqui, por isso a Record me valoriza e cuida tanto de mim, da minha imagem. E cada um de vocês me faz vivo e forte para em breve entrar nos lares de todos. Fã é como aquele irmão mais novo, que tudo pode.

Fã é igual a gente. A gente que não vive sem fã.
Eu mesmo sou fã de um monte de gente, inclusive de você!
Eu sou fã de mim mesmo. Caramba Geraldo, olha aonde você chegou cara!
Fã de gente humilde, gente simples.
Fã daqueles fãs que gritam até hoje, “Balançaaa Geraldo”.
Fã dessas crianças maravilhosas que me assistem.
Fã de você. Acredite você também pode cara, vá lá, lute!
Fã de quem já não está mais aqui, fã de minha mãe Olga.
Fã do Ailton que fez uma música para mim. Poxa, que carinho. Obrigado, Ailton. Obrigado, Brasil!
Fã dele, ele que me deu tudo, que apesar de meus erros, ainda continua acreditando em mim.
Fã de Jesus, meu pai, único e verdadeiro!

Aqui vai um ‘quase poema’ para quem é fã:
Dizem que fã é louco, mas quem não é louco por fã?
Fã que agarra, fã que grita, fã que contagia
Fã que não dorme, enquanto eu durmo…
Fã que esquece de si, para lembrar de mim.
Éh… Fã é como irmão, ou às vezes como mulher, não desiste nunca!
Fã é meio xarope, e se torna nossos remédios para lembrar que eu existo.
Fã faz a gente renovar contrato.
Fã se torna nossos “empresários invisíveis”.
Fã doida, fã que se torna mulher (aliás, acho que estou precisando de uma…)
Fã pendura foto, fã tira foto.
Fã que nos olha como se fossemos E.T., mas somos tão iguais, ou tão pequenos quanto imaginam!
Fã que mesmo sem me conhecer, quando me encontra diz: “E aí, meu irmão. Adoro você. Tá tudo bom?” e aí a gente já passa a se conhecer.
Fã, é bom você ter um por perto, ele será importante para você.
E eu sou fã, fã de gente como vocês!

Vejam agora o vídeo que o Ailton gravou. Tudo simples, como deve ser a vida, que é bela por sua simplicidade.

Obrigado, amigo, pelo respeito. Adorei a música, mas principalmente a lembrança que teve por mim.

Com vocês Ailton Melo com a música ‘Menino do Interior’…

Vai lá.

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25 janeiro 2010

comentarios-icon79 Comentários »

Coloque uma “lapela” em mim!

 

Caros internautas, vamos parar de hipocrisia e falar a verdade. Como ser humano que sou, não poderia deixar de demonstrar aqui meu entendimento sobre o caso “Boris Casoy”. Eu conheço gente que não aparece na televisão e nem usa “lapela” (pequeno microfone preso ao terno usado em TVs) pendurada no peito, mas que todos os dias destila seu veneno falando mal de um irmão, parente ou amigo.

Pense comigo quantas vezes eu e você falamos de alguém em tom de calunia, ou simplesmente apontando o dedo como se fossemos juízes de nós mesmos. Deu repercussão porque foi com Bóris. Quanta gente nos descrimina, mas nem ficamos sabendo porque essa gente não usa ”lapela” para nós ouvirmos. Meus queridos, lembrem-se sempre: a boca fala do que está cheio o coração! ‘

 
Foto por Divulgação

Foto por Divulgação

Não é um santo quem escreve aqui, nada disso, mas estou falando de humanidade, e isso falta muito nos meios cruéis de comunicação. Em televisão, o que se vê é um amontoado de gente, assim como aí perto de você, somos iguaizinhos. Você que me lê agora, sabia que eu faço cocô? Éhhh…

A TV cria uma força maléfica nas pessoas que não se seguram numa moral de berço e de humanidade. Existe muita gente em que a “lapela” ainda não vazou e que se vazasse você nem acreditaria. Gente que humilha companheiros de televisão, colegas de trabalho que suportam tudo para levar o pão para a família. Tem gente que não gosta de pobre, de andar no meio do povo. Tem gente que abraça o povo e depois o vomita ao chegar em seus lares.

Na política é assim, bando de podres e safados, salvo raras exceções. Gente que passa longe de ser um humano voltado ao bem. Bóris errou em pedir desculpas aos garis pela TV, deveria ter ido até eles, afim de conhecer a vida e o sofrimento desta gente que sempre se mostra muito humanitária. E estando junto deles, aí sim pedir a honra da desculpa, seria lindo. O que faltou no Boris? O que ele falou não é nada perto de tudo que a sociedade fala de si própria.

Respondam-me a essas questões, se quiser é claro:

Você já viu um negro com uma loira e questionou?

Deixaria sua filha se casar com um negro?

E se teu filho chegasse em casa apresentando a você, seu namorado novo?

Quando foi a última vez que você doou roupas suas, mas roupas boas hein, a um pobre?

Se sua filha dissesse ‘Mãe este é o homem da minha vida”, um gari, o que diria a ela?

Quando foi a última vez que você visitou um pobre, ou perto dele chegou?

Quando é que nós nos permitiremos assumir nossas diferenças e nossas discriminações, pois é fácil falar do Bóris. Eu mesmo estou longe de agradar a Jesus, sou um pecador em busca das minhas melhorias. Os habitantes deste planeta se separam mais e mais a cada dia, mas em breve seremos obrigados a nos unir, a nos amarmos.

Oh Deus, coloca uma ”lapela” em cada um de nós e deixa vazar aquilo que somos ”fora do ar”. Você tem algum preconceito? Pergunte ao seu coração.

Foto por Suzana Vier

Foto por Suzana Vier

Boris não esta sozinho nessa, tem milhões no planeta sendo ”dois em um”, esquecendo-se de que a boca fala do que está cheio o coração. Muitos se esquecem de que o maior homem que já passou por aqui foi um ”gari”, mas um ”gari” de almas, de esperança e amor, Jesus. Todos nós vivemos atrás de nossas ”cortinas”.

Vivemos fingindo o tempo todo, nunca assumimos quem de verdade somos no caminho do bem.  Ser gari é a sobrevivência do brasileiro honesto, gente rica de tão simples que são.

Geralmente o lixo que produzimos, os outros catam ou resolvem para nós.

Lixo moral.

Lixo na política.

Lixo de marido ou esposa.

Lixo de pessoa.

Lixo de comportamento.

Lixo todo nós temos, inclusive eu. Vamos assumi-los para que melhoremos.

Vamos imaginar como seria se fosse colocado um microfone em vocês e que todos a partir dali pudessem ouvir seus pensamentos… Teria coragem?

O que faltou ao Boris foi humanidade. No dever de sua função, não errou apenas no profissional, mas muito mais no humano, no ser humano. Mas fora desse mundo de TV, há anônimos inflando seus peitos e destruindo vidas com suas palavras, pois as palavras têm poder, nós somos aquilo que falamos, sempre!

O tempo cuida de nos ensinar. Longe de julgar, não sou ninguém e nem tenho moral para isso, essas escritas são de um ser humano que também está em evolução. No coração do Boris, e eu o conheço bem, ficou a marca do erro, mas também do recomeço, todos erramos, aliás, eu conheço o Boris há mais de 15 anos, é um bom homem, tem uma vida simples, diferente de muita gente da TV.

Sua credibilidade profissional não pode ser comparada ao seu erro humano, ele gritou muito pelo Brasil enquanto muitos se calaram covardemente! Vai lá Boris, no cesto de lixo de sua casa vai passar um gari, o chame para um jantar, será o começo de uma mudança real. A desculpa não deve ser no ar, ela deve estar nas mudanças de atitudes estampadas no dia a dia.

Somos todos cercados por gente simples, humana, que nos faz sermos aquilo que somos. Eu já errei muito, inevitavelmente vou errar mais, e o único remédio para essas marcas que nós deixamos nos outros é a humildade de ir ao encontro daqueles que ferimos.

Geraldo

O filho da Olga, que também foi gari em um mercado, e com muito orgulho.

Ah uma última coisa…

“Todos nós somos garis de nós mesmos”. Produzimos nosso próprio lixo e depois descarregamos nas caçambas alheias…

Tchau.

E lembre-se: “O amor jamais te esquece”.

Veja mais:

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12 janeiro 2010

comentarios-icon85 Comentários »

Uma fonte que era piscina, ou uma piscina que era fonte?

piscina-geraldo2

Não vou me lembrar precisamente da data, mas creio que era o ano de 1984. Minha mãe e eu sempre tivemos uma vida pra lá de difícil, e eternizo em minha mente que as coisas mais simples sempre são as mais valiosas e marcantes em nossas vidas. Espero que ao escrever mais esse capítulo de minha vida, eu consiga despertar em você o desejo de estar atento também às simplicidades do nosso dia a dia, pois diariamente somos agraciados com milhares de “coisinhas” simples e que geralmente nem nos damos conta.
 
Minha mãe era faxineira no antigo Supermercado Brasil, que ficava na Rua 25 de Março, ao lado da Igreja São Sebastião na Boa Vista, em Limeira. Eu estudava no SESI 05 e depois ia trabalhar no mercado com minha mãe, ajudava na faxina e algumas vezes no balcão da padaria. O gerente, seu Marcos, fazia vistas grossas, afinal eu tinha meus 14 anos e não poderia estar lá. Morávamos na Rua Augusto Jorge – nº 274, pertinho dali. Aquela casa, nos fundos de uma empresa chamada Magda S/A, tinha sido emprestada para nós por uma mulher chamada Dona Lucia Olivieri, para a qual minha mãe trabalhou durante anos. Como não tínhamos para onde ir depois que meu pai foi embora, ela nos “deu” essa casa e lá ficamos por longos anos. Apesar de tantas dificuldades e pobreza, nunca deixei de sonhar e sempre que podia tentava escapar do trabalho e corria para brincar.

Logo ao lado do mercado havia uma pracinha onde tinha uma fonte; era nessa fonte que eu e alguns amigos de escola íamos “nadar”. Nadar é modo de dizer, porque nem para isso dava, mas para os garotos pobres como eu, a mini fonte era um atraente piscinão em meio ao calor do dia. Isso quando não apareciam as funcionárias da igreja para nos expulsar de lá, aí era uma correria total.
 
Aquela fonte para mim era tudo, me sentia nadando em uma piscina que naquela época só gente muito rica tinha, e olha lá. Pra mim era uma festa só, escapava do serviço do mercado e ia para a fonte me refrescar, até que um dia…

Do nada, minha mãe apareceu trajada com o uniforme do serviço e aos berros entrou na fonte da praça e com toda a força do mundo me puxou pelas orelhas. “Você não é filho de rico para ficar brincando essas horas, vai trabalhar!” – disse ela. E fui levado até em casa aos puxões de orelha que me doeram muito.

Para Dona Olga foi uma vergonha me ver lá na fonte da igreja, todo molhado e de short. Eu só trabalhava, e ainda fazia a limpeza da nossa casa, pelo menos duas vezes na semana. O chão era de vermelhão, e a cera era “Parketina” lembra? Tinha um escovão de ferro e lá ia eu na limpeza!
 
Filho único com responsabilidade de adulto. Comecei a trabalhar com nove anos de idade e não me arrependo disto, de forma alguma, hoje isto é chamado de “escravidão”. Sou a favor de que os filhos comecem o quanto antes a trabalhar; a vida e eles próprios vão nos agradecer um dia, podem acreditar!

Tentei explicar para minha mãe que todo mundo nadava lá, mas ela não se convenceu e eu… apanhei de novo! Eu tinha um amigo que tinha piscina em casa, mas ele não me deixava ir porque eu tinha uma mancha branca no pescoço e ele achava que aquilo era doença, e não era. Ouvia as vozes de meus amigos gritando nos mergulhos, e eu sempre do lado de fora. Então eu fiz da fonte minha piscina, “piscina” que eu dividia com outros “excluídos” da escola. A gente levava até toalhas para a praça, é mole? Até hoje tento saber quem foi a laza… que dedurou para a minha mãe que eu nadava lá. Deu um bochicho gigante. Minha mãe foi falar com o padre, reclamou na escola, foi na casa de um de meus amigos falar com a mãe dele, ihhh a situação foi feia! 

 
piscina-geraldo1

26 anos depois…
 
Chegava em Limeira, vindo de São Paulo, quando fechou o semáforo e meu carro para em frente a uma praça, e que praça era? A mesma que em tempos passados era o meu clube, meu refúgio nos dias quentes. Não resisti, desci do carro e fui ver como estava minha antiga piscina. Intacta, com a mesma cor, no mesmo lugar e vazia, com aquele ar de abandono público. Encontrei alguns andarilhos que me reconheceram e vieram me pedir dinheiro, eu dei e eles foram embora, era o que eu precisava. Pedi licença a meus funcionários e lá fiquei sentado na borda da fonte. Muitos pensamentos me vieram à mente, muitas lembranças.
 
Lembrei que era feliz e não sabia.
Lembrei que as mais belas coisas da vida são as mais simples.
Lembrei que como eu era rico sendo um pobre.
Lembrei que o tempo não é nada.
Lembrei que aquele mesmo Geraldo ainda vive dentro do Geraldo Luís.
Lembrei que eu fiz bem em ter nadado lá quando criança, mas que minha mãe estava correta.
Lembrei do puxão de orelha, e acreditem! A dor parecia ter voltado de novo, ai ai…
Lembrei do meu passado que está mais presente que nunca.
Lembrei que ainda sou o filho da Olga.
Lembrei da minha pobreza, que se tornou nobreza de alma.
Lembrei sentado ali, que perdi algumas coisas quando comecei a ganhar dinheiro.  Coisas que o dinheiro não traz.
Lembrei que muita coisa pequena nos torna gigantes.
Lembrei da Olga, parecia que ela estava ali, me olhando…

Lembrei por fim que a minha vida mudou, minha casa mudou, mas eu não. Lembrei da praça e de minha experiência como filho, hoje os pais não dão puxões de orelha, nem comandam mais seus filhos. Crianças hoje em dia não cometem mais um delito infantil como o que eu cometi, hoje usam as praças para se drogarem, esconderem drogas. Nas fontes de hoje, andarilhos tomam banho, traficantes guardam armas. As fontes já não estão mais cheias de água ou luzes, tudo está acabando…
 
Você vai ver que se acordar para a vida com o passar do tempo, alguns valores tolos, banais, já não farão mais importância em sua vida. Mas nós só aprendemos isto com a dor, não pelo amor. As coisas mais simples sempre me cercaram e eu as aproveitei até o fim. São elas que me fizeram ser o que sou, mas sinto muita falta de algumas delas que não voltam mais. Quanto mais sofisticado você ficar, e quanto mais dinheiro ganhar, ter e ter cada vez mais, verá no saldo final de sua vida que algumas coisas vão lhe faltar, e tem muita coisa que a grana não compra. E como o dinheiro cega as pessoas, passamos boa parte da vida nos abastecendo de coisas idiotas. Este ano será muito importante para nós que moramos neste planeta, muita coisa vai começar a mudar, mas poucos estarão preparados para este novo mundo que virá. Não percamos tempo, vamos atrás daquilo que pode nos mudar para melhor como seres humanos. Resgate como eu os valores simples da vida, e viva melhor, você verá. Hoje já não tem mais graças as piscinas que tenho, mas ter nadado naquela fonte, me abasteceu para sempre em saber que a simplicidade move os bons corações humanos. Para quem tem olhos para ver, as “joias” da vida são outras, não as que brilham escondidas em cofres ou penduradas nos pescoços daqueles que só vão acordar quando a “dor” da alma vier, e ela vem, seja para mim, para você ou para qualquer pessoa. O universo se encarrega disto, pode ficar tranquilo aí na sua casa, que o que for para você virá, dentro de seu merecimento…

Como eu era feliz! Guarde suas coisas simples da vida como as mais ricas, pois elas vão te perseguir e te ajudar para o resto da vida, quando se sentir só, lembre-se delas e elas vão te preencher pra caramba. Veja como é a vida, Jesus me abençoou e com meu esforço e trabalho tenho três casas com três belas piscinas, uma delas é essa:

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Sabe quantas vezes eu nadei nela? Uma. Apenas uma única vez. Na outra não vou há muito tempo. E a vida é assim mesmo, você vai ganhando outros valores e vai entendo o que realmente te faz feliz de verdade. Vai lá, remexa o baú da felicidade do seu passado, não sei se você vai encontrar uma fonte como a minha, mas deve ter uma bela história que vai te trazer ótimas lembranças por tê-la vivido.

Não se esqueçam, gosto muito de todos vocês!
Em breve nos veremos na tela da Record. Tô curtindo minhas férias aqui na fazenda e logo, logo estaremos juntos!
 
Lembrem-se: “O amor jamais te esquece”.
 
Geraldo
O filho da Olga

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7 janeiro 2010

comentarios-icon404 Comentários »

Geraldo 2010 vem aí!

Geraldo

Olá pessoal,

Estou aqui para acalmar meus fãs. Muitos não viram o último programa Geraldo Brasil em 2009, onde me despedi de todos já falando do novo programa que a Record está preparando pra mim.

Em 2010 volto apresentando uma nova atração, que tenho certeza, todos vão adorar e muito. Por enquanto, estou curtindo minhas férias aqui em Orlando (EUA), mas já me preparando para esse novo programa que vai surpreender.

Estou num misto de ansiedade e felicidade em poder realizar mais este novo projeto em minha carreira. Em televisão tudo muda, e a mudança é sempre para melhor, sempre mais elaborada, sempre mais abrangente.

E é claro que não posso deixar de agradecer mais uma vez por todo o carinho que o Brasil me deu durante o Geraldo Brasil. Foi com esse programa que o país todo pôde conhecer melhor o meu trabalho.

Obrigado mesmo, adorei entrar na casa de vocês todas as tardes; logo depois das férias televisivas estarei de volta.  Posso garantir que nesse novo programa ficaremos ainda mais próximos.

A você, que é tão especial e importante pra mim, peço a Jesus que te abençoe nesse novo ano que se inicia; peço a Jesus também que eu continue sendo merecedor desse enorme carinho que vocês tanto dispensam a mim.

Sinto a boa energia de todos, e olha, não deixem de escrever aqui no mural, leio todos os dias, eu preciso de todos vocês!

Em fevereiro já começo a produzir meu novo programa.

Obrigado Record.
Valeu Brasil!!!

Geraldo Luís

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22 dezembro 2009

comentarios-icon203 Comentários »

Afinal, quem é filho de Papai Noel?

Este não é mais um conto de Natal daqueles lindos que você lê nessa época. Trata-se de mais uma das minhas histórias de vida, e isso que todos vão ler, eu sempre fiz para eles.

Não sou bonzinho, nem o melhor ser humano, mas estou no caminho da evolução. Mas estar perto dessas pessoas é pra mim estar próximo a Jesus. Seja você Jesus na vida de alguém, prove que seu amor por ele é maior. A fé exige provas, provas de amor ao próximo por exemplo.

Eu encontrei Maria e José.

Na verdade é José Batista Souza Neto 42, um desempregado nordestino que encontrei debaixo da ponte do Jaguaré, e junto com ele conheci Edineuza Azevedo, uma mulher de 49 anos que pelo rosto sofrido parece ter 60 de sofrimento.

Sempre faço aquele caminho e sempre me chamou a atenção um amontoado de barracos. Chamou-me a atenção a miséria, que aos olhos desta cidade que não para, eles acabam não existindo. Aos olhos da sociedade eles são os ”invisíveis”; todos preferem não olhar para debaixo da ponte, afinal não somos nós que estamos lá não é verdade? Tomemos cuidado meus queridos irmãos, pois amanhã qualquer um de nós poderemos estar lá!

No domingo passado, ao sair de um shopping próximo desta ponte, resolvi parar nesta ”mini favela” e junto levei meu filho João de 9 anos. Ao descermos, todos vieram ao meu encontro, mas não me reconheceram na hora, e isso achei ótimo…

Durante o ano, meu filho guarda moedinhas num cofrinho. O ensinei desde pequeno, que dividir com os outros é somar para o Cristo. João doou seus R$ 51,00 que trocamos por cédulas de papel e ele mesmo entregou ao grupo.

Imagine isso para aquelas pessoas, a alegria de uma criança doar aquilo que era seu, e eu é claro, orgulhoso de formar um filho que deve ficar longe do egoísmo humano. Desde Limeira, quando distribuía pão e leite para a população carente, João me acompanhava.

No meio da conversa, quase me despedindo para ir embora, esta senhora começa a gritar: “Meu Deus é o Geraldo Brasil da Record!”

Edineuza é companheira de José, José é a força de Edineuza. Eles vieram de João Pessoa tentar a vida em São Paulo, mas esta metrópole engole os mais humildes e depois de engolir os ”escarra” de volta como sub-seres humanos.

José me contou que jamais viveu neste estado, sem tomar banho, comendo restos e morando onde está. Me contaram do medo que passaram o dia em que São Paulo parou com aquela tempestade. O rio Pinheiros que é vizinho deles transbordou e os barracos quase foram embora. Sobraram os ratos, as cobras, e a esperança que algum Papai Noel aparecesse, afinal todo mundo é filho de Papai Noel, não é?

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Resumo dessa história. Obrigado Jesus por ter colocado essas pessoas na minha vida. José e Edineuza vão voltar para a Paraíba, fiz questão de levar as passagens lá na última quarta feira dia
16 de Dezembro. E o mais incrível, ela tinha mandado escrever uma carta para mim uma semana antes, e ia entregar lá na Record. Não acreditei quando li a carta que ela mesma me entregou em mãos.

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Quando entrei em seu barraco, não acreditei. Restos de pele de frango num “lar” que mal cabia o casal. Junto com eles, mais famílias companheiras da miséria, da desigualdade social e do descaso político que só rouba dessa gente. Não quero e não vou aqui dizer o que fiz para as outras famílias, mas vão passar uma semana melhor, sem a dor da fome. Para as seis crianças que lá estavam levamos o que elas mais gostam, e amaram o que receberam.

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Para quem tem olhos para ver, vejam as fotos que provam que a miséria está logo ali, e nós, muitas vezes distantes de Deus, pois ao estender as mãos a essas pessoas, é a Jesus que se estende. O maior beneficiado dessa história fui eu, pois o dever de ajudar é meu, não como apresentador, mas como ser humano, porque quando passei fome com minha mãe, também tive alguém que me deu cestas básicas. Estou devolvendo a misericórdia que Jesus teve de mim, e ainda faço pouco. Hoje temos em Limeira a Casa da Sopa (www.casadasopadelimeira.com), uma casa que distribui mais de oito mil refeições por mês a crianças carentes, moradores de rua e famílias em estado de pobreza. Acesse o site e conheça esse trabalho voluntário de todos nós.

Enfim, saí de lá com a alma leve e mais um dever cumprido. Eu sei, São Paulo tem muitas pontes, muitos miseráveis, muita miséria. Mas São Paulo tem você, um grande ser humano, vá lá, não tenha medo, visite alguém que neste momento está precisando de você e de seu coração. Seja você, seja Jesus na vida de alguém, pois o pouco, é muito para o Cristo. Jesus te ama e espera muito de você e de sua família, aja, mova-se enquanto há tempo, você é muito importante para ficar aí parado só olhando para o seu problema.

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Na verdade, eu fui o ajudado, eu é que recebi a ajuda dos Céus. Sai de lá com menos vergonha de mim, mas certo de que tenho muito a fazer ainda. E você? Junte-se a corrente do bem e vamos mudar esse planeta que está precisando de Jesus para sobreviver.

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Bom Natal, e não se esqueça: Jesus precisa de você agora.

Abraços.

Geraldo Luís
O filho da Olga

E lembre-se: ‘O amor jamais de esquece’

Veja as fotos e deixe seu coração sentir o que eu senti!

Amo todos vocês!

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10 dezembro 2009

comentarios-icon463 Comentários »

Homenagem – Dois anos sem a Olga

Deveríamos ser o vídeo cassete de nós mesmos. Já pensou se pudéssemos parar a fita de nossas vidas, nos mais belos momentos dela? Ou quando algo ruim acontecesse correr a fita para frente, ou simplesmente poder apagar as nossas tristezas quando quiséssemos? Ahhhh seria bom demais.

Eu pararia minha “fita da vida” no dia sete de dezembro de 2007. Exato, um dia antes do falecimento de minha mãe, Dona Olga Moreira. Mas a vida não é assim, sabemos quando vamos chegar, mas não saberemos o dia da partida. Não sei se Deus me ouve agora, mas se ouve bem que ele poderia nos dar um minuto a mais, antes da pessoa que amamos partir.

Você deve estar perguntando o que um minuto a mais antes da morte resolveria. Pois acredito que resolveria muita coisa para quem ama demais um pai ou uma mãe.

Em um minuto poderia dizer:
- Eu te amo!
- Me perdoe pelos erros?
- Sempre te amarei, esteja onde estiver.
- Me dê um sinal de lá para contar como é Jesus.
- Obrigado por eu ser seu filho.
- Obrigado por ser minha mãe.
- Obrigado por me amar demais.
- E suportar o meu ”menos”.

- Obrigado por me ouvir nesse minuto final.
- Vai mãe, a morte não existe!

Em um minuto daria para falar isso e muito mais, faça o teste. Mas como a vida não vai te avisar, você que lê mais uma história de vida minha, não perca tempo, para de ler agora e procure seus pais e diga o quanto os ama, deixe seu coração falar. Amanhã eles podem não estar mais aqui, ou até mesmo você pode não mais estar nesse mundo!

Não sabemos se hoje é nosso último dia aqui na terra, então vamos lá, percamos a vergonha de dizer bem alto para eles: EU TE AMOOOOOO….

Essa semana faz dois anos que estou sem minha melhor amiga, minha mãe. Se disser que é fácil, estarei mentindo, pois até para escrever tudo isso está difícil, a saudade é demais gente. Sou filho único, e fui criado apenas por ela, pois meu pai nos abandonou quando eu tinha quatro anos, e nunca mais voltou. Bem, essa história fica pra outro dia ou se quiserem leiam no meu site lá conto todo o melodrama, do qual já estou curado, graças à presença de Cristo em minha vida.

Falar da Olga é relembrar uma história feliz. No entendimento de vida e morte, a Olga está mais viva que eu. Superei com dignidade a sua perda, pois coloquei meu egoísmo de lado, e deixei o universo fazer sua parte diante de Deus. Não reclamei, não fico e nem fiquei ”lambendo feridas” que todos nós criamos ao decorrer de nossas vidas. É o exercício da aceitação. Aceitamos tudo em nossas vidas, simples assim: Aceite que todos nós vamos pegar o trem de volta, uns é verdade, de bagagem vazia, mas outros e eu espero estar neste time, com a bagagem da vida repleta de experiências e bondades. Já pedi isso em vida, quando chegar a minha vez de ir, só vai ao meu velório quem doar uma cesta básica para a casa da Sopa de Limeira, isso mesmo! Por favor, lotem meu velório, mesmo que por curiosidade e levem seus alimentos aos pobres. Parem de sofrer por causa da morte, que morte?

Para quem ama de verdade, o amor é eterno e a Olga é esse amor. Aliviem-se, eles estão melhores que nós. Pare de chorar, relembre com alegria o tempo em que ficaram entre nós; a vida continua…e como continua. Uns vão, outros chegam e assim vamos escrevendo nossa história junto às deles, e sempre será assim. O trabalho na caridade vai te ajudar a sofrer menos. Vá distribuir seu amor, leve aquilo que sabe fazer de melhor a um asilo, sanatório, leprosário, hospitais do câncer, ou simplesmente a um vizinho enfermo.

Ao invés de chorar por minha mãe, vou sorrir para a vida e para Deus agradecendo por nós dois estarmos vivos e mais juntos que nunca. Para quem ama de verdade, a morte é apenas uma necessidade de crescimento espiritual, nada mais. Se você perdeu um filho, deixe seu coração aberto, ele vai entrar sempre aí e dizer silenciosamente para ti: ‘’Pai, como é bom ser seu filho, estou vivo na eternidade de seu amor e de Jesus’’.

Não tenho mais condições de escrever, deixo aqui um presente a todos. Uma semana antes de minha mãe partir, senti em meu coração que ela iria embora. Então pedi a ela na época que eu gravasse uma entrevista com ela, sobre sua vida, sobre nós. Aqui vai um resumo da meia hora que gravei. Um bate papo entre filho e mãe, gravado em fita, mas “ARQUIVADO” aqui óh – no meu coração!

Assista e tire uma lição para você.

O amor, jamais te esquece.

Muita paz,

Geraldo Luís

O filho da Olga

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27 novembro 2009

comentarios-icon336 Comentários »

Um remédio para sua depressão: A Neuza de Itú

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Há mais de 10 anos na minha vida, frequento um local que todo mundo deveria conhecer, o Hospital Leprosário de Itú, o “Pirapitingui”. A obscura história da lepra no Brasil matou muitos inocentes nas décadas de 40, 50 e 60 em nosso país. Quem tinha a lepra era considerado um “procurado pela justiça”, um marginal que tinha que ser retirado da sociedade, que por sua vez não aceitava ter um vizinho leproso. Muitas colônias para os chamados leprosos daquela época foram construídas no Brasil, e uma delas foi a de Itú, que passou a ser conhecida como a cidade colônia dos leprosos. Para lá eram levados os doentes de pele, retirados de suas famílias.

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Muitos de vocês não sabem, mas esses nossos irmãos eram tirados à força de suas casas, isso mesmo, existia na época uma “força de segurança” para capturar esses leprosos e levá-los para essas colônias criadas pelo governo. Quantas crianças meu Deus, foram furtadas de seus direitos de estarem com suas famílias. Um deles é meu amigo e irmão, José Belli que foi retirado de sua casa por causa de uma deformidade nas mãos. Hoje a hanseníase tem cura, mas naquela época era e lepra, e isso custo muito caro para quem tinha esta doença. Até cadeia servia para tratamento e muitos doentes recebiam choques, e eram agredidos.

Tá duvidando? Visite este hospital que até hoje tem lá, em ruínas é verdade, a cadeia dos leprosos, onde muitos foram mortos, e torturados. Desenvolvo lá um serviço espiritual, visitando esses antigos doentes como um irmão deles. Lá encontro gente sem nariz, pernas, braços. Hoje velhinhos, mas com a marca do passado da tortura moral praticada contra todos eles. Uma cidade de “mutilados”, mas todos ligados a fé em Jesus, nosso mestre maior, pai querido. Lá existem as enfermarias, onde os doentes mais críticos ficam. Homens e mulheres que já não andam mais, muitos nem falam, e como disse a maioria nem mãos tem precisando de ajuda para comer, tomar banho, e viver, simplesmente viver.

E foi neste lugar de dor, solidão e preconceito que eu encontrei meu remédio para as minhas depressões, a dona Neuza. Para você que não tem mais vontade de viver, e que acha que teu problema é o único, leia e ouça com a tua alma o que vou te falar.

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Conheci a Neuza em uma dessas visitas ao leprosário de Itú, há uns oito anos. Neuza era enfermeira do hospital onde hoje é paciente. Tratou de leprosos a vida inteira, limpando suas feridas, trocando suas fraldas e nas madrugadas de dor, era a enfermeira de alma para muitos doentes. Dedicou mais de 15 anos a este trabalho, era amada por esses “esquecidos’’ da sociedade a qual eu não me incluo. Até que numa tarde do ano de 1989, Neuza sentiu uma dor nas costas quando chegava em casa, e ao se sentar para ver o que era, nunca mais andou, isso mesmo nunca mais andou!

Os médicos constataram uma ruptura nos nervos principais que agem na coluna, e Neuza nunca mais andou. Imagine você, é, você mesmo que lê agora mais esta história real de minha vida, nunca mais andar. Hoje Dona Neuza vive 24h em cima de uma cama, mas por favor não sintam pena desta mulher, pois ela é mais ativa do que muitos que tem pernas. Neuza trabalha, mesmo sem andar, fazendo toalhas de crochê, bordados e artesanatos. Vende todos os trabalhos, e com o dinheiro compra fraldas e outra necessidades aos companheiros internados nas suas enfermarias. Ela poderia reclamar da vida, mas ao contrário. Nunca vi a Neuza chorando ou culpando o Cristo por isso, seu sorriso e vontade de viver nos humilha diante de nossas fraquezas. Neuza é a rocha do Pirapitingui, a mulher de Deus que todo o Brasil deveria conhecer e aprender. Há vinte anos em cima de uma cama, sem sair dela, Neuza usa fraldas e sonda para suas necessidades, e é dona de uma inteligência espiritual invejável, meu Deus, como sou fraco!

Todas as vezes que a visito e pergunto como ela esta, lá vem a resposta que é um tapa em minha cara: Graças a Deus estou ótima meu filho, sem problemas… Imagine você em cima de uma cama há 20 anos. Pois é, a minha mãe espiritual vive assim, e não reclama, aliás, ela agradece todos os dias por estar viva, e quando ouço isto me emociono e tento aprender como ainda sou pequeno, quase que um “cisco” diante de sua grandeza humana. Neuza recebe visita das caravanas dos nossos irmãos evangélicos, católicos, espíritas e outras religiões. Todos querem estar perto dela e aprender um pouco mais sobre o valor da vida. Neuza sim teria o direito de reclamar da vida, mas ao invés de reclamar, ela corda as 06h00 da manhã, toma seu banho que demora mais de uma hora, assiste a Record de cabo a rabo, pois seu quarto é uma casa, tem geladeira, forno de micro ondas, TV, som, e uma estante com livros. Tudo isso comprado com seu próprio dinheiro. Neuza vende também perfumes, cremes e sabonetes para todo mundo que vai lá, e ainda empresta seu dinheiro para quem precisa. A mulher que vive só, mas com Deus como acompanhante de quarto, vive seus dias contando as alegrias que vive e deixa a reclamação de lado. Sua força em Jesus e o amor aos outros a motiva a viver, e a nos fazer viver juntos. Dona Neuza é mais útil do que muita gente por aí que veio a Terra para passeio. Sem andar, Neuza faz mais do que muitos que andam e sabe amar mais do que todos nós. Essa força de mulher que passou a vida cuidando de leprosos, hoje vive só e não reclama, não anda mais, e precisa de cuidados especiais, e ela é muito bem cuidada lá no Pira. Para cada um que chega lá em lágrimas, Neuza usa suas palavras para curar os “doentes de alma” que lá visitam seu quarto e saem de curados. Curados por sua força de viver e o amor que jamais te esquece.

Neuza é luz na escuridão
É flor no descampado árido
É farol aos perdidos no tempo
É chão, para quem se perdeu
É vida para quem quer vida
É bálsamo para quem esta em dor
É exemplo para quem quer recomeçar
É mãe aos órfãos de mãe
Neuza é o anjo
Neuza é a filha
Filha d’Ele
Irmã nossa
Minha mãe “espiritual”

Neuza, força divina para os aflitos

Viver a vida exige coragem e fé, sempre. Quer trocar o seu problema pelo dela? Esse remédio para a cura de sua depressão não se vende em nenhuma farmácia. A fé dentro de cada um de nós, o amor ao Cristo, e ao próximo aliado a caridade nos faz curar dessas depressões.

Vai lá minha irmã, meu irmão. Viva a vida e visitem a Neuza. O hospital chama-se Mario Ribeiro Arantes em Itu, no bairro Pirapitingui e as visitas são aos domingos após as 13h00. Vai até lá e depois me conta.

Geraldo Luís,

O filho da Olga

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15 novembro 2009

comentarios-icon197 Comentários »

Eu invadi a fazenda do Britto

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Bem, começa neste domingo (15) a Fazenda do Britto, quer dizer A Fazenda da Record. E eu estive lá nesta sexta feira (13), entrei pela porta da frente à convite deste talento chamado Britto Jr., que tem pela frente mais um grande desafio. Como tudo em televisão, massacraram covardemente meu amigo Britto, dizendo inúmeras tolices que não vale a pena nem citar. Agora os “críticos” têm um novo alvo, eu, mas só nós que estamos dentro da TV sabemos os ajustes e mudanças pelas quais passamos e que são necessárias. Televisão demanda tempo, hábito e acertos. E não foi diferente com A Fazenda, que se tornou todo este sucesso.

Gente, tá demais lá dentro! A decoração interna está mais colorida, e as provas serão mais difíceis, me explicou o “todo poderoso” da Fazenda, Carelli. Passeei por toda a fazenda durante a gravação do Geraldo Brasil naquela manhã, sempre acompanhado do Britto, que está super entusiasmado com a segunda temporada. O que mais me espantou foi o calor que faz naquela fazenda. Meu povo, vai esquentar geral, em Itu a sensação térmica é mais de 40 graus e isso vai turbinar os participantes.

Eu e o "todo poderoso" Carelli

Eu e o poderoso Carelli

Falar de Britto Jr é falar de um amigo sem igual. Seu talento tapou a boca dos invejosos de plantão e sua determinação televisiva mostrou quem ele é, e ponto final. Para quem está fora, meter o pau é fácil, mas para “eles” que queriam estar no lugar da gente é mais tranquila a posição de ver, achar, julgar e escrever…

Continuando meu raciocínio! Me diverti andando feito camelo na fazenda com “cumpade” Brito, e até visitei os novos animais do local. Antes da gravação, conversamos longamente, atento aos conselhos do experiente jornalista Britto. Ele me passou boas situações que enfrentou e hoje me serve como exemplo profissional. Só sei uma coisa: A Fazenda vai arrebenta de novo, e a Record vai crescer mais ainda neste fim de ano. E nós, do Geraldo Brasil, agora em novo horário, 15h, vamos acompanhar tudinho e contar ao vivo para todo o país.

Nós, apresentadores desta casa, sabemos o quanto a emissora nos investe e acredita em nosso potencial. O resto, é resto e claro, TEMPO!

Arrebenta Britto!

Confiram as fotos exclusivas dos bastidores da minha visita na Fazenda.

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Abraços,

Geraldo Luís
O filho da Olga

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11 novembro 2009

comentarios-icon161 Comentários »

O antes e o depois: Gugu e eu!

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Bem, amigos, vocês devem ter visto esta velha foto onde aparecemos eu e o Gugu há 19 anos. A história vocês todos já leram e sabem como eu fiz para tirar esta bendita foto lá na minha cidade natal, Limeira, interior de São Paulo.

Agora conto como foi tirar a mesma foto, na mesma posição, só que 19 anos depois. Na semana passada, estava indo para meu camarim quando vieram me avisar que o Gugu estava com seu diretor, o competente Homero Salles, que tem mais tempo de TV que eu de vida, nas dependências da Record. E o mais incrível, estava comigo meu amigo irmão Carlos Silva, aquele que aparece na foto junto comigo. Não deu outra: chamei o fotógrafo do meu site, Ademilson Araújo, e fomos até o camarim do Gugu tentar fazer a mesma foto.

Nosso camarim é quase um do lado do outro, e o que nos divide é a Record News. Foi legal demais! Gugu como sempre me recebeu com sua gentileza, Homero com roteiros e fitas nas mãos também. Batemos um longo papo sobre TV, audiência, é claro, e do dia da foto lá em Limeira. Gugu leu em meu blog, me mandou um e-mail super bacana com palavras de incentivo profissional e ainda ganhei um presente lindo, que já comi e estava uma delícia… Morram de curiosidade!

Estar ao lado de Augusto é algo mágico. O cara sabe de tudo, lembra de tudo e fala coisas com muita propriedade. Eu, claro, só ouvi. Augusto não tem estrelismo moral, é amigo de quem é amigo e não desfaz de ninguém. Trocamos algumas histórias boas de bastidores da televisão, ele me deu dicas para o meu programa, e, como ninguém, Gugu tem um raio X das TVs. Sobre aquele dia lá na minha cidade, demos muitas risadas e contei a ele, agora pessoalmente, como foi para chegar até sua ilustre pessoa. Carlinhos, sentado em um puff, ficou calado só ouvindo nossas histórias. Naquele momento, vi como a vida é bela e surpreendente, porque passou um filme na minha vida. Tudo que passei, a humilhação que muitos me fizeram passar lá em Limeira, e hoje com a glória de Jesus, estou na Record, aprendendo a cada dia e sendo muito valorizado pelo grupo e por meus poucos amigos que tenho na TV, e Gugu, que hoje é um deles. Digo poucos, pois televisão é um mundo de prostituição de caráter. Muitos mentem para estar perto de você só por causa do cargo que você ocupa hoje, e nada mais. Então preservo as boas pessoas que gostam do Geraldo, e eu sei quem são elas, como sei.

Bem, voltando ao assunto. Fiquei com o Gugu quase meia hora e foi mais um encontro saudável, sem dúvidas. E até chegar o momento mais importante, refazer a foto do mesmo jeito que foi batida há 19 anos. Gugu mesmo falou: “Vamos fazer a foto de novo Geraldo?” E fizemos. Aqui esta ela internautas “Geraldianos”. Flash!! Vejam quanta diferença…

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…Eu bem, mas bem mais gordo, Carlinhos quase igual, mas ainda com cara de moleque, ele não envelhece nunca. Gugu, claro, mais diferente no rosto, o mesmo sorriso e, não vamos aqui mentir, com uns quilos a mais, mas não mais que eu. É, o tempo passou mesmo pra todos, mas estamos aqui, vivos e trabalhando para todo o Brasil e com muito amor. Obrigado Jesus por toda esta magia em minha vida! A vida prepara esses encontros e nos ensina que acreditar nos sonhos e trabalhar honestamente sempre vale a pena. E como você disse pra mim, Gugu, no nosso dicionário a palavra T-R-A-B-A-L-H-O vem antes do sucesso.

Estar do seu lado já é um aprendizado. E Homero um dia foi contar aquela história do “furo” que você deu, pra ver se tem gente que aprende que trabalhar em televisão não é pra qualquer um.

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Gugu, só falta uma coisa. Vem no meu programa para realizar meu sonho maluco, dançar a música “É dia de festa, dança sem parar…”.

E lembre-se:

O amor jamais te esquece

Geraldo (O filho da Olga)

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9 novembro 2009

comentarios-icon134 Comentários »

Uma tarde no “Tudo é Possível”

Olá meu povo, adorei estar ao lado da minha irmã Ana, que energia boa ontem no “Tudo é Possível”, na companhia do grande mestre da etiqueta meu amigo Fábio Arruda e da engraçada e famosa Gaga de Ilhéus. Encontrei também nos bastidores meus queridos Bruno e Marrone.

geraldo 1

Foi divertido demais a disputa na “Gincana Virtual” dos melhores vídeos da internet, as fotos que eu prometi aqui
estão, obrigado por me acompanharem sempre, amo vocês!!!

geraldo 2

Ainda nos bastidores encontrei um dos “papas” da TV, o Sr. Deto Costa. Cada vez que o encontro o Deto me divirto e aprendo com suas histórias reais da televisão brasileira. Só eu vi a Ana com sua doçura de sempre tirar o salto alto e vestir sua rasteirinha, só eu vi sua beleza singular misturada a sua simplicidade. Como em TV tudo é complicado, começamos a gravar tarde, e saimos tarde também, mas valeu, pra Ana vale tudo!

geraldo 3

Tudo é possível, quando se ama de verdade.
Tudo é possível quando se ama a vida.
Tudo é possível quando seu coração é humilde.
Tudo é possível em nome do amor.
Tudo é possível quando você respeita as pessoas.

geraldo 4

Tudo é possível quando o dinheiro não é tudo.
Tudo é possível diante do Cristo.
Tudo é possível quando primeiro, a gente se ama.
Tudo é possível quando a arrogância dá lugar a humildade.
Tudo é possível em nossas vidas.
Desde que nunca se esqueça, que o amor, jamais se esqueçe…

geraldo 5

Ana, me chama de novo! Adorei o carinho daquele auditório, super legal as pessoas gritando meu nome e
deixando claro o carinho por mim, obrigado a todos.

geraldo 6

Geraldo Luís (O filho da Olga)

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