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30 de outubro de 2009 às 11:47

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A aluna da Uniban

O vídeo acima mostra uma entrevista do programa Hoje em Dia com a aluna da Uniban que sofreu humilhação por causa da roupa que vestia.  A matéria está aqui. Veja outro vídeo :

Como costuma acontecer na web, a circulação de vídeos, textos, informações é veloz e traz consigo uma avalanche de julgamentos  precipitados, muitas vezes infundados. Na pressa de sentir-se 'por dentro' dos fatos, corremos para assistir, ler e formar qualquer opinião, só para chegar  em redes sociais com uma posição pronta.

Eu, como todo mundo, também estou acompanhando o caso. Leio tudo o que é publicado, procuro por tags no Twitter, ouço rádio. Eu trabalho num portal de Internet, o R7, cercada de jornalistas antenados e competentes. Eu vivo num mundo de notícias.

Hoje cedo ouvi uma entrevista do Heródoto Barbeiro com um psiquiatra da USP, comentando o caso. O psiquiatra falava sobre este tipo de ocorrência em que uma horda, um grupo, age de forma selvagem por contaminação de uma ou outra pessoa de personalidade perversa, ou patológica, que incita e inflama uma coletividade para um ato de violência.

Ele mencionou as torcidas de futebol como exemplo. Do nada, um resolve sair quebrando e muitos vão atrás. Isso também acontece no mundo online. Gente que, como a moça disse na entrevista 'vai no embalo', vai na 'onda' do outro. E é essa a palavra, onda, que me fez lembrar de um filme,  chamado "The Wave", dos anos 60.

Uma escola americana, em Palo Alto, fez uma experiência com alunos para explicar como o nazismo aconteceu. O professor seleciona uma turma e começa a tratá-la de forma diferente. Diz que eles são melhores, superiores. Cria um insígnia. É chocante. Porque a experiência dá certo. Os alunos começam a se comportar como se,de fato, fosse superiores aos outros, como se fossem uma 'raça' dominante. No YouTube você pode ver em duas partes (Parte I e Parte II)

Este episódio tem traços dessa experiência. Porque mostra como o preconceito, a violência, a ira, podem se espalhar rapidamente, misturando ódio, brincadeira, falta de noção, frustração. São pessoas que acham que podem julgar o outro, que podem fazer justiça com as próprias mãos, (ou justiça com os próprios mouses...)  sem passar por nenhum filtro de bom senso.

A moça estava usando um vestido curto? Muito curto? Micro? Estava com uma blusa assim ou assado? E daí?Um monte de garotas andam assim. A Sabrina Sato, uma pessoa que eu realmente adoro, usa roupas deste tipo. Sempre foi assim. Ela é linda, ela é gentil, ela é doce. E ela anda com roupas totalmente escandalosas. Quando eu a conheci eu brincava dizendo que sempre tinha que ter alguma coisa de fora, ou em cima, ou em baixo, ou ambos. É o jeito dela. É o espírito dela. E Sabrina vai assim pra todo lugar. Inclusive, pra faculdade. E só por causa disso ela tem que ser achincalhada? Claro que não. Nem ela e nem ninguém.Todo mundo tem o direito de fazer o que bem entender e o limite é a lei, não o vizinho. Se a lei não permite que se ande nu porque constitui um atentado violento ao pudor, então a lei é que vai regulamentar isso. Se o cidadão discorda, ele vai tentar alterar essa lei, procurando os legisladores, conversando no seu bairro, indo até seu vereador na câmara, para sugerir um projeto de lei que altere isso. A sociedade civil organizada E civilizada age assim.

A selvageria que também me remeteu para as mulheres adúlteras apedrejadas até a morte no Afeganistão. A moça da Uniban só não passou por isso por falta de pedras. É bem possível que, se no meio daquela loucura coletiva os agressores tivessem pedras soltas ao alcance da mão, teriam atirado pedras nela.

Estamos chegando ao ano de 2010, ano que encerra esta primeira década do século XXI, como comentei aqui outro dia. E é isso que estamos vendo. Não sei se está acontecendo mais coisas, mas estamos VENDO as coisas acontecendo. Por conta da tecnologia fácil, do acesso à captação e divulgação de imagens, o mundo tem esta nova cara, visível a todos.

Esses absurdos todos que vemos, esse enaltecimento de pessoas sem noção, essa paixão pelo lixo, essa fúria em massa, essa vontade de destruir, de atacar, inclusive online, de julgar de forma preconceituosa e cruel, são sintomas de uma sociedade doentiamente contraditória e retrógrada que inclui todos nós.

Chegou a hora da vergonha na cara. Temos que admitir nossos preconceitos. Nossos medos. Nosso ódio. Nossa ambição. Temos que admitir o que de pior há em nós. Temos que revelar nosso lado mais podre. Porque é só trazendo à tona nossa podridão que poderemos tratar nossa doença social. É hora de limpar a fossa. Porque é só metendo a mão na sujeira que  a gente faz limpeza. É só admitindo as trevas que podemos ter a luz.

A saia era curta? Era. Mais curta ainda é a tolerância do ser humano.

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Um beijo, um browse, um aperto de mouse da @rosana
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113 Comentários para “A aluna da Uniban”

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  1. PAULA disse:

    Bom, primeiramente isso ñ é atitude de seres humanos, e sim de animais. Lixos como esses ñ deveriam estar nem na faculdade, aliás, nem no presídio... Pessoas horrendas, rídiculas, invejosas, despeitadas (com certeza), deveriam procurar oq fazer, e cuidar da vida delas, do guarda- roupa delas. Pelo menos a moça causou! é bonita, tem oq mostrar! Por aí é q se vê o poder da mulher, elaé PODEROSA!! Pra deixar esse povo morrendo de inveja, ah com certeza é poderosa, tadinho desses trouxas... kkkkkk

  2. Lila disse:

    Romildo, meu filho...só uma pergunta: a Sasha tb estuda aí na Uniban? Pq assim como você, ela tb escreve "sena" em vez de "cena". Ou vc tb foi alfabetizado em inglês?
    Como pode alguém com um português tão sofrível chegar ao banco de uma universidade? Deveriam ler mais em vez de perder tempo tomando conta da vida alheia.
    No aúdio do video feito no dia da confusão, no momento em que a menina saía escoltada por policiais, ouve-se uma aluna dizer: "gente, ela tá chorando", ao que outra aluna diz: "dane-se!" Que primor de menina, não?
    Eita povinho incivilizado e tacanho!
    E a Uniban agora resolveu expulsar a menina, pivô da confusão. A instituição com isso acabou de assinar seu atestado de incompetência. Lamentável...

  3. evandro disse:

    Esse caso me lembrou uma passagem da biblia...
    E olha que não sou evangelico, e muito menos praticante de religião....

  4. Tatiane Cristina Frandin disse:

    Olha eu acho normal, as pessoas que fizeram isso estava tudo com inveja dela, ela tem que se vestir do jeito que gosta e não do jeito que o povo quer.
    Ela não pediu para ninguém olhar para ela, olharam para ela por que quiseram.
    Atira a primeira pedra quem nunca errou.

  5. Shuma disse:

    Ah, pobre estudante da Unitaleban!

    huahuahahauahuahauahuahauhauahauhauahuaah

    tomara que ela apareça nua na Playboy e ganhe muita grana com esses otários ^^

  6. Antonio G. Junior disse:

    Que vergonha gente, como se ninguem soubesse dos bastidores de uma faculdade...Isso pra não contar que quem começou com tudo isso, foram outras meninas, despeitadas é lógico, por não ter um par lindo de pernas como ela.

  7. rose disse:

    Acho que se é pra radicalizar, porque não uniformizar os alunos como antigamente?
    Não entendi a atitude dos alunos com relação a roupa da aluna Geyse, pois afinal, hoje em dia é comum as mulheres se vestirem com roupas sensuais, independente do ambiente. Achei que a atitude dos alunos foi preocupante. Se agiram assim dentro de uma universidade, como agem na rua, casa, clubes???Será que suas irmãs, primas, mães, são tratadas assim??
    Isso foi simplesmente arbitrário, digno de paises como a Africa, onde as mulheres são apedrejadas, ou outros paises onde as mulheres são tratadas como objetos. Tenho medo até de passar perto dessa unversidade, imagine se estiver de vestido ou bermuda, seremos linchadas????
    A Universidade faz o seu papel, ensina o curso, a educacão e a cultura aprendemos com quem convivemos até a formação de nossa personalidade e carater.
    Simplesmente atitude de ignorantes e não universitários!!!

  8. Aline disse:

    Chegar é fácil,difícil é manter!

  9. Juliana disse:

    acho q ela ñ vai muito longe

  10. lady dell disse:

    olha so..pra comentar ta dificil..fiquei uma hora rolando o mouse pra chegar aqui..ufa!!
    bom se nao fosse o apagao ainda estariamos falando deste assunto.poxa????estou falando...rs
    nada contra as mini saias usei mt de fato quemm tem deve mostrar mas..a te onde isso nao for trazwer problemas...se aconteceu isso e sinal que foi alem do habitual..do permitido!!
    espero q td se resolva...e que os limites sejam
    analizados pela unibam de modo que a vida volte ao normal
    penso qual sera a proxima atraçao!!

  11. Iara Maria disse:

    Pq será q grande parte da população (q não pensa!)acretia tanto na mídia sensacionalista q fica brigando por pontos de audiencia?
    Ta na cara tem algo mais q um bando de macacos enfurecidos querendo agredir uma garota com uma roupa indecente na faculdade (PRECONCEITO MEU?-Chamem do q quiserem!)Aquilo não é roupa de universidade, mas é típico de vestimenta de universidade privada (Sem querer generalizar!)Estudei em faculdade pública e nunca vi nada parecido e nem perto de tanta vulgaridade, hoje faço uma outra faculdade, privada, e lá ta cheio de garotas vestida daquela forma.
    Grande parte das mulheres brasileiras não tem bom senso na hora de se vestir, isto é típico de nosso país, afinal o q temos na mídia? Só mulher semi nua e burra e fruta fazendo sucesso!!! É nossa cultura ordinária! Justifica o q fizeram com ela? NAOOOO!
    Nossa educação e valores precisam serem revistos urgentemente!
    Do mais, acho q tem algo "fedendo" nessa estorinha q ninguem ainda divulgou!

  12. Zelândia Cerqueira disse:

    Rosana,em primeiro lugar,parabéns pela iniciativa.Sou aluna da Uniban,quero deixar bem claro,que não estou de acordo com a atitude dos alunos com a moça do vestido curto,mas no minimo ela teria que ser realista,em dizer que nem todos os alunos,professores e outros membros que fazem parte da Uniban,estão envolvidos nessa confusão..
    A Universidade tem 60 mil alunos,e no dia 22 de outubro,só tinham menos de 10%.Lamentável,sermos culpados por causa da minoria.

    Zelândia Cerqueira

  13. josé paulo disse:

    O problema é que a moça que um lugar ao sol como todas as outras exemplo ivete sangalo daniela mercury claudia leite marcia imperato e a última leila lopes e pra isso tem que ter uma polêmica o povo gosta, ela não pode se vender do nada assim ninguem paga ninguém vai querer vê-la até as mais burras das prostitutas tem suas estratégias.Esse episódio pessoal vai lhe render quanda nada uma exposição na revistinha sexy um filme pornô e alguns clientes acima de R$ 300,00 (trezentos reais) acho eu que ela tá usando a estratégia correta. A moça deve saber que nosso país, ganhar dinheiro tá muito difícil então vender seu corpo é um direito afinal ela é maior de idade e deve saber o que quer, ninquem se expoe desta forma à toa pessoal ela agradece a todos da mídia televisiva, escrita, inclusive eu por está aqui dando minha opinião sobre esta mulher inteligente(olha o que ela conseguio!) etc. espero eu ver seu primeiro filme pornô se bem que a concorrência para fazê-lo tá muito concorrida boa sorte GAROTA Uniban.

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