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9 fevereiro 2010

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Por que Wes Bentley não deu certo?

Às vezes, a gente vê um bom trabalho e prevê uma carreira de sucesso para algum novato. Ou novata. E depois não entende por que não deu certo. Um desses casos foi o de Wes Bentley, que apareceu com apenas 21 anos como um dos protagonistas de Beleza Americana, que levou vários Oscars.

beleza_americana

Ele era um jovem alto, de olhos magnéticos e que escondia sua inexperiência com um certo charme. Mas depois disso, pouco apareceu. Hoje, lendo no New York Times, finalmente descobri o motivo, que no fundo é uma história banal, comum e triste demais.

Ele se assume como drogado e diz que perdeu esses anos todos sustentando o vício. Disse que todos os filmes pequenos e ruins que fez foram para sustentar a droga e que está apenas há sete meses sem tomar nada.

A recuperação tem pouco tempo, mas o ator garante que vai mudar de vida. Atualmente, ele está em cartaz na Off Broadway, numa montagem de Venus in Furs.

Wes é filho de ministros religiosos e abandonou a espiritualidade para dividir um apartamento com colegas atores. O lugar virou um espaço para orgias. Chegavam os roteiros, e ele não tinha paciência de lê-los. A maior produção da qual fez parte foi no meio do deserto, Honra & Coragem - As Quatro Plumas, com Heath Ledger, que foi um grande fracasso.

Honra e Coragem

Eis alguns trechos do que ele comentou:

“Eu queria ser famoso, mas não estava preparado quando isso aconteceu, da noite para o dia. Fiquei com medo. Comecei a entrar em salas e perceber que todo mundo me olhava e eu gelava.

As pessoas diziam: Você precisa encontrar seu próximo filme e isso não ajudava. A casa virou uma loucura, tínhamos dinheiro e tudo aconteceu rápido demais. Em julho do ano passado, cheguei ao fundo do poço.

Bebia muito e senti que iria morrer se continuasse desse jeito. Finalmente, entrei na reabilitação e ainda estou seguindo sua programação.

Estou me abrindo porque, se tivesse lido sobre alguém como eu, assumindo tudo, teria me ajudado. Teria provado que você não precisa de drogas para ser artista e se expressar. Não pode deixar a droga estragar a sua vida”.

Será que Wes se recupera? Pode ser, mas quem o viu nos últimos filmes, percebeu como ele interpretava igual a um zumbi. Tomara que o caminho ainda tenha volta.

Veja mais:

+ Leia mais sobre cinema

+ Rapper divulga clipe dirigido por Heath Ledger

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8 fevereiro 2010

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De volta ao teatro – In On It

In on It/Divulgacao

O surpreendente In On It 

Estava com saudades de ir ao teatro. Infelizmente nos meses de dezembro e janeiro, a temporada esfria e as estreias importantes ou badaladas não acontecem. Mas também não sou crítico da área e assisto apenas o que me interessa. Por isso, cometo falhas.

Fiquei muito feliz de assistir no domingo, no Teatro Faap, à montagem carioca deste In on It, texto que apresenta no Brasil o dramaturgo canadense Daniel MacIvor. No que parece, é um texto que ele desenvolveu com um grupo de teatro que dirigia, chamado Da Da Câmera.

É basicamente um exercício teatral, muito bem desenvolvido com a ajuda de um mestre, Enrique Diaz. Ele é irmão de Chico Diaz, diretor da excelente Companhia dos Atores, que hoje é o primeiro time do teatro carioca, que ajuda a tornar o espetáculo criativo, divertido, muito engraçado, além de humano e bem sacado.

Na verdade, ele pisa em terreno perigoso quando custa a começar, deixa os atores falarem com a plateia, sempre de forma simpática, sem a altivez e prepotência de alguns.  Inclusive, faz um falso final e a plateia aplaude, mas a peça ainda não acabou e eles brincam com isso.

Poderia haver uma reação negativa – Puxa, ainda não acabou! – mas isso não acontece. Pela habilidade da direção e nem tanto do texto (mais um jogo teatral, onde dois atores revezam papéis, com duas cadeiras e nada mais. Como aliás está em moda, não sei se por economia ou estilo.

Tudo é muito preciso, mas não funcionaria se não fosse pelo trabalho dos atores, que sem qualquer recurso de maquiagem, ou mesmo de figurino (no máximo ocorre a troca de um casaco) fazem vários personagens (inclusive feminino e gay).

Os dois são excelentes e só se lamenta que estejam radicados mais no Rio e não os vejamos tanto aqui em São Paulo.

Ambos mais conhecidos pelo cinema: Fernando Eiras por seu trabalho com Júlio Bressane em Filme de Amor, no qual ele deu uma nova vida ao trabalho do muito discutível cineasta, e Emílio de Mello, de Cazuza e Amores Possíveis.

Conheço Fernando há muitos anos, desde quando escrevi a novela Gina, na Globo. Sempre gostei dele e fiquei super feliz de vê-lo em cena, tão seguro, tão brilhante. É um show dos dois atores, num espetáculo de qualidade que recomendo com alegria.

A temporada 2010 começa muito bem. Agora vou ver a Lucia Veríssimo, que também está na Faap em horários alternativos.

Veja mais:

+ 2010: Grazi Massafera quer fazer cinema e teatro
+ Inauguração do Teatro Bradesco

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7 fevereiro 2010

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Nova crítica de Guerra ao Terror

guerra-ao-terror-rubens

Quando vi Guerra ao Terror pela primeira vez, acho que em março de 2009, foi como o lançamento em DVD (tanto que a crítica saiu no guia de filmes, referente àquele ano).

Era apenas mais um filme de guerra, feito por uma diretora que eu curtia. O longa foi inspirado no pouco lembrado Estranhos Prazeres, com Ralph Fiennes, uma ficção científica que assisti sem particular interesse. Mas dei boa cotação e elogiei, até porque meu trabalho é chamar a atenção para os filmes de maior qualidade e que não haviam sido descobertos.

Depois disso, tudo mudou milagrosamente e Guerra ao Terror se tornou o favorito para o Oscar, mesmo enfrentando Avatar, o filme de maior bilheteria de todos os tempos (se já não é, o será em breve). Por isso fui revê-lo para uma reavaliação.

Saí achando a mesma coisa: é um bom filme de guerra, talvez o melhor feito até agora sobre o conflito no Iraque (vejam as notícias, e toda semana tem notícias de mais bombas e vítimas, e que não podem ser mostradas pela televisão, porque são censuradas, com a desculpa de que se trata de uma guerra e pode ajudar inimigos. Na verdade, porque não querem virar a opinião pública norte-americana contra essa guerra inútil e sem fim previsto).

As filmagens aconteceram na Jordânia, num calor infernal, com quatro equipes que usaram câmeras HD simultâneas, capturando muito material e dificultando a edição. Mas não é melhor que Avatar em nenhum sentido, nem mesmo no roteiro que é sempre o ponto fraco de James Cameron.

Aqui não se conta de fato uma história. São mais situações, começando com a cena do oficial, o Sargento Matt Thompson (participação especial do inglês Guy Pearce, de Amnésia e Atos que Desafiam a Morte), que tenta desmontar uma bomba em uma rua de Bagdá. Nisso, chega um daqueles heróis de cinema (interpretado por Jeremy Renner) individualista, pretensioso, chato, antipático com os colegas e péssimo para a família (não se importa com sua mulher e bebê). Mas que o filme faz posar de herói, porque é competente no que faz (e para mostrar que é humano, faz amizade com uma pré-adolescente local, que mais tarde servirá de homem-bomba, colocam um explosivo dentro do corpo dele!) Ou seja, William James (Renner) teria sido treinado especialmente para esse tipo de serviço, e acompanhamos algumas de suas aventuras, todas bem contadas, com algum suspense (mas ao final vai se prolongado com vários fechamentos, numa situação absurda)

Depois de uma grande explosão de casas, o herói sente o cheiro daquilo que foi feito de longe e adivinha tudo, sai correndo no meio da noite pelo bairro pobre atrás dos possíveis agressores, se esquecendo de que não é super herói, nem tem super poderes.

O roteiro pira, deixa de ser realista para dar uma sequência climática que vai levar a um conflito com o colega, que o destrata abertamente.

Será esse o retrato do soldado americano, que ainda se acha o bom, apesar de estarem se afundando na guerra e no deserto?

O filme insulta a guerra, diz que ela é um saco, talvez mais que isso, mostra que esse estilo de ocupação é uma furada e os soldados americanos são vítimas de uma situação sem saída (mas por outro lado é muito comum que eles, como voluntários, voltem para três ou quatro missões seguidas, preferindo lutar lá do que ficarem com suas famílias).

Não acho que a complexidade dos fatos políticos e militares seja sequer retratadas, nem tampouco arranha a psicologia do que leva um indivíduo a esse estágio, essa profissão, esse amor e ódio pela violência. E não acho que Renner merecia uma indicação ao Oscar, faz cara de mau, de sofrimento, de raiva, mas não é carismático, ou bonito, ou interessante. Tem uma cara esquisita que não é memorável.

Não é o tipo de filme que permita grandes lances, já que a câmera fica jogando, balançando, não permite uma interpretação mais matizada. Explicando melhor, não é a favor do ator.

Não estou dizendo que o filme é ruim, só superestimado. Ainda não descobri o que fez a crítica americana se apaixonar por ele e o que levou a essa alucinação coletiva de querer lhe dar prêmios. Não esqueçam que é divertido saber que foi Cameron quem convenceu a ex-mulher a fazer o filme, já que ela tinha dúvidas, e que hoje o define como o Platoon desta guerra, ou seja, o filme definitivo sobre o assunto.

Agora que a pirataria já o descobriu, Guerra ao Terror (um título vago, que se refere a jogo de armas utilizado para desmontar explosivos) terá seus admiradores.

Vamos ver o que o Oscar decide a respeito, no dia 7 de março.

Veja mais:

+ Avatar e Guerra ao Terror lideram indicações ao Oscar
+ Guerra ao Terror é eleito o Melhor Filme de 2009
+ Guerra ao Terror promete dar trabalho à Avatar
+ Conheça todos os blogueiros do R7

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7 fevereiro 2010

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Nova crítica de O Fim da Escuridão

mel-gibson-rubens

Por questões de horário, acabei assistindo novamente O Fim da Escuridão. Não é ruim ver um filme de novo, mas sua mente fica mais ligada em detalhes que podem ser de algum interesse. Ou não.

Eis alguns:

1 – Por que os tradutores de legendas inventam ao invés de traduzirem ao pé da letra? Por exemplo, o personagem de Mel Gibson nunca bebe nada alcoólico, toma sempre um refrigerante que é denominado nos diálogos como Ginger Ale (um refrigerante muito velho e tradicional), várias vezes traduzido como água tônica! Numa determina cena aparece um rótulo de Schweeppes, um nome genérico, assim como Brahma ou Antártica.

2 – Reparem que fazem questão de mostrar como Mel é baixo, colocando-o ao lado de atores muito altos. Conheço-o pessoalmente e me pareceu de tamanho normal (segundo o IMDB, ele tem 1,75). São mais de três comparsas gigantes durante o filme.

3 – Fiquei impressionado novamente com a canastrice de alguns coadjuvantes, em particular o namorado da filha de Mel, o vilão Danny Huston (que faz umas caretas), o senador. Enquanto Mel usa o velho recurso de que “em cinema, menos é mais”.

4  – Só agora fui lembrar da minissérie que inspirou o filme. Ela foi feita pelo mesmo diretor, Martin Campbell, em 1985, chegou a ser lançada no Brasil em home vídeo pela VTI, e ganhou o título de No Limite da Trevas, um nome mais correto do que o atual. Bob Peck era o protagonista e o americano Joe Don Baker era o misterioso Darius Jedburgh. Lembro apenas que era bom, não muito mais do que isso. Na verdade, eu retenho mais e melhor o que eu vi em cinema, infelizmente filmes em vídeo ficam menos registrados em nossa memória, talvez por causa da tela pequena e a falta de concentração.

5 – Só na segunda visão percebi que o roteiro está cheio de frases de boca cheia, daquelas que pretendem ficar famosas. A melhor foi a mais repetida: “Tudo é proibido  em Massachusetts (uma referência ao estado de Boston, famoso por ser o mais conservador dos EUA).

Nas bilheterias

Crítico, por incrível que pareça, tem que pagar ingresso e, por isso, com frequência estou lá nas filas das salas, onde me espantam algumas coisas.

1 – Porque a família toda tem que entrar na fila? Não seria mais lógico mandar apenas um representante para resolver tudo. Criam aquela confusão, falando, enrolando e deixam para resolver tudo na última hora, na frente da bilheteria. Resultado: atraso e lentidão.

2 - Não seria possível já saber que filme vai ver antes? Poupariam muito tempo.

3 – Odeio cadeiras numeradas. Nunca sei direito qual é o tamanho e posição da sala e onde vou querer me sentar, porque vai depender do estado da tela, enfim… Cada tela tem uma posição mais adequada. É difícil enxergar alguma coisa dentro do cinema, como o número das cadeiras, e não servem para nada depois da sessão começada. Até porque não existem lanterninhas ou seguranças. Para mim, cadeira numerada é desculpa para cobrar ingresso mais caro.

4 – Não podemos reclamar muito dos comerciais que passam antes dos trailers, porque a situação é ainda pior na Europa e Estados Unidos (onde a moda é fazer publicidade das séries de TV e até dos novos videogames). Sei que as salas de cinema em geral perdem dinheiro, mas que é outro fardo para o espectador, não tenho dúvida.

Veja mais:

+ Acompanhe a sinopse do filme O Fim da Escuridão
+ Confira as fotos do filme O Fim da Escuridão
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7 fevereiro 2010

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Vencedores do Annie, o Oscar da animação

E adivinha quem ganhou? Claro que seria Up – Altas Aventuras, que é mais do que confirmado como o favorito para o Oscar. Mas isso foi ótimo para o gênero animação e outros prêmios foram divididos.

Os indicados O Fantástico Sr Raposo e o ainda desconhecido The Secret of Kells não levaram nada.

Os prêmios foram entregues pela ASIFA (The International Animated Film Society) e a surpresa foi Coraline, ganhar como trilha musical em lugar da consagrada trilha de Up, de Michael Giachinno, que ganhou Grammy e Globo de Ouro!

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Veja a lista dos vencedores:

Melhor Longa Animado – Up – Altas Aventuras - Pixar Animation Studios

Melhor Produção para home video – Futurama: Into the Wild Green Yonder – The Curiosity Company in Association with 20th Century Fox Home Entertainment

Melhor Curta Animado - Robot Chicken: Star Wars 2.5 – ShadowMachine

Melhor Comercial de TV – Spanish Lottery “Deportees – Acme Filmworks, Inc.

Melhor Produção de TV – Prep and Landing – ABC Family/Walt Disney Animation Studios

Melhor série para criançasThe Penguins of Madagascar – Nickelodeon and DreamWorks Animation

Efeitos Animados – James Mansfield, em A Princesa e o Sapo/The Princess and the Frog — Walt Disney Animation Studios

Animação de Personagem para a TVMonstros versus Alienígenas/ Monsters vs. Aliens: Mutant Pumpkins from Outer Space –  DreamWorks Animation

Animação de Personagem para longa –
Eric Goldberg, em A Princesa e o Sapo\The Princess and the Frog – Walt Disney Animation Studios

Design de Personagem para a TV – Bill Schwab, em Prep and Landing –  Walt Disney Animation Studios

Design de Personagem em Longa – Shane Prigmore, em Coraline – Laika

Direção em TV – Bret Haaland, em The Penguins of Madagascar – Launchtime – Nickelodeon and DreamWorks Animation

Direção em Longa – Pete Docter, em Up – Pixar Animation Studios

Musica em TV – Guy Moon, em The Fairly OddParents: Wishology – Nickelodeon

Musica em Longa – Bruno Coulais, em Coraline – Laika

Desenho de Produção em TV – Andy Harkness, em Prep and Landing – Walt Disney Animation Studios

Desenho de Produção em Longa – Tadahiro Uesugi, em Coraline – Laika

Storyboarding em TV  – Robert Koo, em Merry Madagascar -DreamWorks Animation

Storyboarding em Longa - Tom Owens, em Monstros versus Alienigenas/ Monsters vs. Aliens – DreamWorks Animation

Voz de ator em TV – Tom Kenny, em Bob Esponja/ SpongeBob – SpongeBob SquarePants –  Truth or Square - Nickelodeon

Voz de ator em Longa – Jen Cody, em Charlotte – A Princesa e o Sapo/The Princess and the Frog – Walt Disney Animation Studios

Roteiro em TV –
Daniel Chun, em The Simpsons: Treehouse of Horror XX – Gracie Films

Roteiro em Longa –
Wes Anderson e Noah Baumbach, em O Fantástico Sr Raposo/Fantastic Mr. Fox – 20th Century Fox

Veja mais:

+ Up- Altas Aventuras conquista o Annie Awards
+ Up – Altas Aventuras lidera com folga bilheterias brasileiras
+ Todos os blogueiros do R7

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6 fevereiro 2010

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Especial: O cinema de Eric Rohmer em DVD

Eric Rohmer

Faleceu no começo de janeiro um dos diretores mais famosos da Nouvelle Vague Francesa, o crítico e cineasta Eric Rohmer (1920- 2010).

Embora pessoalmente eu não admire seu trabalho, acho importante que grande parte de sua obra esteja disponível no Brasil em DVD (pela Europa Filmes, que fez um belo trabalho cultural). Também faço a minha parte.

Esta é a biografia/filmografia do diretor. Logo depois, os títulos disponíveis, com crítica para os interessados.

Eric  Rohmer

Diretor francês, nascido como Jean-Marie Maurice Scherer, em quantro de abril, em Nancy, Lorraine. Adotou o pseudônimo em homenagem ao escritor policial Sax Rohmer e o diretor Erich von Stroheim.

Professor de Literatura e crítico do Cahiers du Cinéma, participou da criação da Nouvelle Vague, mas só se afirmou na década de 1960, com seus Contos Morais, o mesmo triângulo amoroso se repetindo numa sequência de dez títulos diferentes (feitos fora de ordem).

Sua estreia, em 1952, com Les Petites Filles Modèles ficou inacabada. Excessivamente dialogado, repleto de citações e cultura, seus filmes fazem as delícias da crítica erudita.

Com A Mulher do Aviador/La Femme de l’Aviateur, inaugurou um novo ciclo, chamado Comédias e Provérbios, que lhe proporcionou ainda maior consagração, como o Leão de Ouro em Veneza para O Raio Verde/Le Rayon Vert.

Prosseguiu na mesma linha com filmes cada vez mais pobres e amadores. Mesmo assim, a crítica continuou a adorá-lo. Ficou ainda mais feliz em 2001, quando fez seu primeiro filme pelo sistema digital, A Inglesa e o Duque/L’Anglaise et le Duc.

Mas permanece a impressão de que ele é o mais entediante e pedante do cinema francês (que por sua vez já tem a fama de chato). Faleceu em Paris em 11 de janeiro. Curiosamente praticamente toda sua carreira saiu em DVD no Brasil.

Direção:

1959 – O Signo do Leão (Le Signe du Lion. Jess Hahn, Michèle Girardon).

1962 – A Padeira do Bairro (La Boulangère de Monceau. Claudine Soubrier, Barbet Schroeder).

1963 – A Carreira de Suzanne (La Carrière De Suzanne. Catherine Sée, Christian Carrière).

1967 – A Colecionadora (La Collectionneuse. Haydée Politoff, Patrick Bauchau).

1969 – Minha Noite com Ela (Ma Nuit chez Maud. Françoise Fabian, Jean-Louis Trintignant).

1970 – O Joelho de Claire (Le Genou de Claire. Jean-Claude Brialy, Aurora Cornu).

1972 – Amor à Tarde (L’Amour L’après-midi. Zouzou, Bernard Verley).

1976 – A Marquesa d’O (La Marquise d’O. Edith Clever, Bruno Ganz).

1978 – Perceval le Gallois (Fabrice Luchini, André Dussolier).

1980 – A Mulher do Aviador (La Femme de l’Aviateur. Philippe Mauriaud, Marie Rivière).

1982 – Um Casamento Perfeito (Le Beau Mariage ou A Good Marriage. Beatrice Romand, André Dussolier).

1983 – Pauline na Praia (Pauline à la Plage. Amanda Langlet, Arielle Dombasle). Noites de Lua Cheia (Les Nuits de la Pleine Lune. Pascale Ogier, Tcheky Karyo).

1986 – O Raio Verde (Le Rayon Vert. Marie Rivière, Amira Chemakhi).

1987 – O Amigo da Minha Amiga (L’Amie de Mon Ami. Emmanuelle Chaulette, Sophie Renoir). As Quatro Aventuras de Reinette e Mirabelle (Quatre Aventures de Reinette et Mirabelle. Joëlle Miquel, Jessica Forde).

1989 – Les Jeux de Société (TV).

1990 – Conto da Primavera (Conte de Printemps. Anne Teyssèdre, Hugues Quester).

1991 – Conto de Inverno (Conte d’Hiver . Charlotte Véry, Michael Voletti).

1993 – A Árvore, O Prefeito e a Mediateca (L’Arbre, Le Maire et la Médiathèque. Pascal Greggory, Arielle Dombasle).

1995 – Le Rendez-Vous de Paris (Clara Bellar, Antoine Basler).

1996 – Conto de Verão (Conte d’Été. Melvil Poupaud, Amanda Langlet). Des Gouts et de Couleurs (Laure Marsac, Eric Viellard).

1998 – Conto de Outono (Conte d’Automne. Marie Rivière, Béatrice Romand).

2001 – A Inglesa e o Duque (L’Anglaise et le Duc. Lucy Russell, Jean-Claude Dreyfus).

2004 – Triple Agent (Katerina Didaskalu, Serge Renko).

2005 – Le Canapé Rouge (Marie Rivière, Charlotte Véry. CM).

2007 – Les Amours d’Astrée et de Céladon (Andy Gillet, Stéphanie de Crayencour).

Veja mais :

Leia as críticas dos filmes de Eric Rohmer

+ O Signo do Leão (Le Signe du Lion)
+ A Carreira de Suzanne (Carrière de Suzanne, La)
+ Casamento Perfeito (Le Beau Marriage)
+ O Amigo da Minha Amiga (L’Ami de mon Amie’)
+ A Inglesa e o Duque (L ´Anglaise et le Duc´)
+ A Árvore, o Prefeito e a Mediateca
+ Amor à Tarde ( L’Amour L’Aprés-midi’)
+ Conto de Outono (Conte d´Automne)
+ O Joelho de Claire (Le Genou de Claire)
+ Minha Noite com Ela (Ma Nuit Chez Maud)
+ Conto de Verão (Conte D´Été)
+ A Marquesa D’O (La Marquise D’O)
+ A Colecionadora (La Collectionneuse)
+ A Mulher do Aviador (La Femme de L’Aviateur)
+ Conto da Primavera (Conte de Printemps)
+ Noites de Lua Cheia (Les Nuits de la Pleine Lune)
+ Conto de Inverno (Conte d´Hiver)
+ Pauline na Praia (Pauline à la Plage)
+ As Quatro Aventuras de Reinette e Mirabelle

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6 fevereiro 2010

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O Signo do Leão (Le Signe du Lion)

signo do leão

Francês 2.0. Leg: Port, Ing. Drama. Widescreen. 98 min. PB. 1959.  França. Europa. Censura Livre.

Diretor: Eric Rohmer. Elenco: Jess Hahn, Michele Girardon, Stéphane Audran, Van Doude, Paul Bisciglia, Paul Crauchet.

Sinopse: O músico Pierre, que vive em Paris, recebe a notícia que ganhou uma grande herança e atribui isso à sorte de ser do signo de leão. Mas o dinheiro vai para um irmão e ele fica na miséria, tendo que viver como clochard (vagabundo) nas ruas da cidade.

Comentários: Foi Claude Chabrol quem produziu esta estreia, na direção do longa do seu colega de redação do Cahiers du Cinéma – num filme até pouco tempo inédito no Brasil. E a mulher dele então, Stéphane Audran, faz ponta como a gerente do hotel.

Foi o escritor Paul Gégauff quem escreveu os diálogos desta fita, que foi quase toda rodada em locações. Muitas cenas da cidade foram gravadas durante o verão, constituindo um documento de época. Muito Nouvelle Vague e pouco parecida com os filmes posteriores, todos mais literários e dialogados. Mas sempre lento.

Foi o maior veículo para o estrelato, que teve o ator americano de Indiana, Jess Hahn (1921- 98), que nunca trabalhou nos EUA, mas fez mais de 120 trabalhos na Europa. Aqui, conserva seu inexplicado sotaque e seu jeitão de urso simpático, que os europeus adoravam.

O filme é curioso também pela aparição rápida de amigos do diretor, como Macha Méril, Marie Dubois, Françoise Prevost, Uta Taeger, Vera Valmont e principalmente Jean-Luc Godard (que aparece trocando discos na festa).

Saiu também em versão MP4 (áudio original sem legendas).

Veja mais:

+ Morre o cineasta francês Eric Rohmer, aos 89 anos
+ Chris Rock vai produzir refilmagem de filme francês
+ Truffaut ainda é referência em cinema
+ Outras notícias de cinema no R7
+ Conheça todos os blogueiros do R7

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6 fevereiro 2010

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A Carreira de Suzanne (Carrière de Suzanne, La)

Idioma: Francês. Leg: Port, Ingl, Franc. Romance. Standard. 52 min. PB. 1963. França. Europa. Livre.

Diretor: Eric Rohmer. Elenco: Catherine Sée, Philippe Beuzen, Christian Charriére, Diane Wilkinson.

Sinopse: Bertrand e Guillaume são universitários em Paris. Mas Gui, que trata mal sua namorada Suzanne, é desprezado por quem realmente gosta: Sophie.

Comentários: Segundo dos Contos Morais do diretor, desta vez feito com o mínimo de dinheiro, em 16 milímetros, preto e branco e sem som direto (tudo é muito amador e visivelmente dublado, com elenco fraco de amadores).

Muito rústico, mas com certo charme. A melhor coisa é o bônus, o curta A Padeira do Bairro (La Boulangère de Monceau, 63), de pouco mais de 20 minutos, que foi o primeiro dos Contos Morais, mas que tem elenco melhor (o futuro diretor e produtor dos filmes de Rohmer, Barbet Schroder, além de Michèle Girardon, Claudine  Soubrier).

Apesar de ser igualmente pobre e amador, dublado de forma falsa, é curto e consegue manter certo encanto na história de um sujeito que segue uma garota por quem está interessado. Mas não resiste à tentação de frequentar e paquerar a servente da pâtisserie da vizinhança. De qualquer forma, é menos pedante e literário que os posteriores. Tem também versão em MP4.

Veja mais:

+ Morre o cineasta francês Eric Rohmer, aos 89 anos
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6 fevereiro 2010

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Casamento Perfeito (Le Beau Marriage)

Fr 2.0. Leg: Port, Fr. Comédia. Standard. 94 min. Cor.1982.  França.: Europa. 10 anos.

Diretor: Eric Rohmer. Elenco: Béatrice Romand, Pascal Greggory, André Dussolier, Arielle Domsbale, Huguette Faget, Sophie Renoir, Féodor Atkine.

casamento perfeito

Sinopse: Sabine é uma estudante de artes de 25 anos que está tendo um relacionamento com um homem casado, Simon. Desiludida, termina o caso e procura um homem para se casar conhecendo o mais velho Edmond, primo de sua melhor amiga.

Comentários: Com um elenco parecido com o do posterior, Pauline na Praia, esta foi a segunda das Seis Comédias e Provérbios feitas pelo diretor. Passa-se numa cidadezinha nos subúrbios de Paris, O Provérbio agora é: Qual é o Espírito que não Sonha? Que não Constrói Castelos na Espanha?. Muito falado, com elenco irregular.

Veja mais:

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6 fevereiro 2010

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O Amigo da Minha Amiga (L’Ami de mon Amie’)

Franc 2.0. Leg: Port, Ing, Fr. Comédia. Standard. 99 min. Cor. 1987.  França.  Europa. Livre.

Diretor: Eric Rohmer. Elenco: Emmanuelle Chaulet, Sophie Renoir, Eric Viellard, François- Eric Gendron, Anne-Laure Meury.

rohmer

Sinopse: Blanche é uma secretária que mora em um subúrbio de Paris e faz amizade com Lea. Mas as duas tem problemas com namorados.

Comentários: Sexto e último filme da série Comédias e Provérbios (no caso, a máxima é “Os Amigos dos meus Amigos são meus Amigos”).

Com um elenco fraco, direção casual e com seus habituais defeitos (narrativa lenta, falta de trama), Rohmer mostra uma troca de casais não muito consequente ou interessante.

Mesmo assim, foi indicado ao César de roteiro e revelação (Sophie). Mas é dos mais fracos de  Rohmer.

Veja mais:

+ Criador de Sex and the City vai dirigir cinebiografia
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